Itaú BBA eleva recomendações para ações no setor de educação
O Itaú BBA aumentou a recomendação para as ações de Cogna (COGN3) e Yduqs (YDUQ3), passando de neutra para compra, reafirmando a perspectiva otimista do banco em relação ao setor educacional.
Cruzeiro do Sul como destaque
A instituição destacou também a preferência por Cruzeiro do Sul (CSED3) entre as small caps do setor, reconhecendo seu posicionamento estratégico como uma provável beneficiária de um futuro ciclo de fusões e aquisições (M&A). Dentro desse contexto, a ação mais recomendada do banco é a Yduqs, com a elevação do preço-alvo de R$ 16 para R$ 19 até o final de 2026. Isso representa um potencial de valorização de 37,7% em relação ao preço de fechamento anterior.
Análise da Yduqs
De acordo com a equipe liderada pelo analista Vinicius Figueiredo, a ação da Yduqs “ficou para trás” em comparação com os seus concorrentes, após a expressiva valorização do setor educacional no ano anterior. Os analistas veem essa situação como uma oportunidade, considerando o valuation atrativo da empresa e seu potencial de geração robusta de caixa em 2026.
Cogna (COGN3)
O Itaú BBA também revisou a recomendação das ações da Cogna de neutra para compra. O preço-alvo foi atualizado de R$ 3,30 para R$ 6 ao final deste ano, o que implica em uma valorização potencial de 31,9% em comparação ao preço de fechamento anterior. Essa revisão é fundamentada pela melhora nas perspectivas operacionais da empresa, que se mostram consistentemente fortes para 2026 em todos os seus segmentos de negócios.
Além disso, a equipe avalia que a Cogna apresenta um rendimento (yield) de Fluxo de Caixa Livre ao Acionista (FCFE) atraente, estimado em 10% para este ano.
Cruzeiro do Sul entre as preferidas
No que diz respeito às small caps, o Itaú BBA elegeu Cruzeiro do Sul como a ação preferida do setor educacional. O preço-alvo para as ações da companhia foi elevado de R$ 6 para R$ 10, indicando um potencial de valorização significativo sobre o preço de fechamento mais recente. A recomendação de compra foi mantida, refletindo a convicção dos analistas de que as ações CSED3 estão subavaliadas em comparação aos concorrentes, além de sua vantagem estratégica como possível beneficiária em um futuro ciclo de fusões e aquisições.
Outras revisões de recomendações
Além das atualizações para Yduqs, Cogna e Cruzeiro do Sul, o Itaú BBA elevou os preços-alvo para outras instituições educacionais, incluindo:
- Vitru (VTRU3): aumentou de R$ 14 para R$ 22, apresentando um potencial de valorização de 38,8% em relação ao último fechamento.
- Ânima (ANIM3): revisado de R$ 5 para R$ 7, implicando uma valorização potencial de 38,6% sobre o preço de fechamento anterior.
- Ser Educacional (SEER3): o preço-alvo foi ajustado de R$ 12 para R$ 14, resultando em uma valorização potencial de 23,3% se comparado ao último fechamento.
Recomendações de ações no setor educacional
As atualizações de preço e recomendações para as companhias do setor de educação são as seguintes:
- Cogna (COGN3): compra, preço-alvo de R$ 6.
- Yduqs (YDUQ3): compra, preço-alvo de R$ 19.
- Cruzeiro do Sul (CSED3): compra, preço-alvo de R$ 10.
- Vitru (VTRU3): compra, preço-alvo de R$ 22.
- Ânima (ANIM3): compra, preço-alvo de R$ 7.
- Ser Educacional (SEER3): compra, preço-alvo de R$ 14.
Expectativas para o setor educacional em 2026
Em um relatório elaborado pela equipe liderada por Vinicius Figueiredo, o Itaú BBA afirmou que o ano de 2025 marcou um ponto de inflexão para o setor de educação, que se destacou no contexto da bolsa brasileira.
Os analistas observaram que, embora o ano não tenha sido expressivo em termos de crescimento nas matrículas, houve um foco significativo na proteção das margens e na melhoria da geração de caixa. Esse movimento, segundo eles, foi considerado positivo, especialmente levando em conta a alta taxa de juros vigente no momento.
Apesar do cenário, os analistas reforçaram que essa transformação no setor reflete uma mudança de foco em direção à qualidade da base de alunos, priorizando a qualidade em vez da mera expansão de quantidade.
Para 2026, o Itaú BBA projeta que os fatores macroeconômicos não impulsionarão a expansão das margens das empresas, levando as atenções a se voltarem para estratégias específicas adotadas por cada companhia. Por fim, os analistas destacaram dois aspectos que merecem atenção: o impacto das regulamentações no ensino à distância e a crescente competição no segmento de cursos de medicina.
Fonte: www.moneytimes.com.br