Japão ficou mais acessível para brasileiros? Descubra os custos de viagem e o melhor período para visitar.

Japão ficou mais acessível para brasileiros? Descubra os custos de viagem e o melhor período para visitar.

by Editoria Bolsa e Mercado
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O Japão e o Aumento no Turismo Brasileiro

Nos últimos anos, o Japão tem se tornado um destino cada vez mais popular entre os brasileiros. Em 2025, o país recebeu 110,6 mil visitantes do Brasil, o que representa um crescimento de 29% em relação ao ano anterior e mais do que o dobro do número de viajantes registrados em 2019, antes do início da pandemia. As perspectivas para 2026 permanecem otimistas: as buscas por viagens ao Japão realizadas por brasileiros no Skyscanner aumentaram em 22% em relação ao ano anterior.

Fatores que Influenciam a Viagem

Dentre os fatores que contribuem para esse aumento, destacam-se a desvalorização do iene, a isenção de visto e o crescente interesse pela cultura japonesa. A variação do câmbio tem promovido um cenário em que os gastos com hospedagem, alimentação, compras e serviços no Japão se tornam mais acessíveis.

Atualmente, o iene está cotado a 162 por dólar, apresentando seu menor valor em quatro décadas. Essa situação proporciona aos brasileiros que chegam ao Japão com reais convertidos uma ampliação significativa de seu poder de compra.

Adicionalmente, desde setembro de 2023, brasileiros que possuam passaporte comum eletrônico têm a oportunidade de ingressar no país sem a necessidade de visto para períodos de até 90 dias. Essa isenção está prevista para se manter até 2029.

Quanto Custa Viajar para o Japão?

Um dos maiores desafios para os viajantes brasileiros é o custo das passagens aéreas. Conforme dados do Skyscanner, uma passagem de São Paulo para Tóquio em classe econômica varia, em média, entre R$ 3 mil e R$ 6 mil por trecho.

Não existem voos diretos entre o Brasil e o Japão, e a duração da viagem geralmente ultrapassa 25 horas, levando em conta pelo menos uma conexão. Para aqueles que buscam conforto, a classe executiva é significativamente mais cara, começando a partir de aproximadamente R$ 20 mil por trecho, enquanto a primeira classe pode superar os R$ 50 mil apenas na ida.

Transporte Dentro do Japão

Ao chegar ao Japão, o trem se destaca como uma das opções mais convenientes para locomoção. O custo do trajeto de trem-bala entre Tóquio e Kyoto começa em torno de R$ 528, enquanto a passagem de primeira classe gira em torno de R$ 720.

Outra alternativa viável é o Japan Rail Pass, que permite viagens ilimitadas durante períodos de sete, 14 ou 21 dias. Os preços para esses pacotes são aproximadamente R$ 1.713, R$ 2.743 e R$ 3.426, respectivamente. A escolha entre a compra de passagens individuais e o Japan Rail Pass dependerá do itinerário e do número de deslocamentos planejados.

Hospedagem: Há Opções para Diferentes Bolsos

Normalmente, a hospedagem representa o segundo maior gasto durante a viagem ao Japão, mas o país dispõe de uma ampla variedade de preços. Nas grandes cidades, os viajantes podem encontrar desde hotéis econômicos até opções de luxo.

Os ryokans são uma alternativa tradicional, oferecendo acomodações que em geral incluem quartos com tatames, futons, banhos termais e refeições servidas no local. No entanto, essa experiência tende a ser mais cara, especialmente quando incluem o jantar no estilo kaiseki, que apresenta uma seleção de pratos elaborados conforme a estação do ano.

Alimentação: Custos Acessíveis

Ainda que as passagens e a hospedagem possam apresentar um peso significativo sobre o orçamento, a alimentação no Japão pode surpreender positivamente os visitantes.

De acordo com Roberto Maxwell, guia de turismo residente no Japão desde 2005, é possível desfrutar de refeições de qualidade variando de acordo com orçamentos diferentes. Até mesmo a alta gastronomia no Japão apresenta uma relação de custo-benefício bastante competitiva em comparação a outros países.

O brasileiro Angelo Eduardo Kanashiro, que fez sua primeira visita ao Japão em maio deste ano, relatou ter conseguido realizar boas refeições gastando entre 1.000 e 2.000 ienes, o que equivale a aproximadamente R$ 32 a R$ 65. A diversidade de opções é ampla, abrangendo desde restaurantes simples e cadeias populares até experiências gastronômicas de elevado padrão.

O Japão Também Pode Ser Destino de Compras

A desvalorização do iene favorece não apenas os custos de viagem, mas também as compras. Itens como roupas, relógios, eletrônicos, câmeras e produtos de moda japonesa frequentemente apresentam preços mais atrativos para os brasileiros. Kanashiro, por exemplo, conseguiu adquirir um relógio Garmin a um preço inferior à metade do valor pago no Brasil.

Além disso, o sistema de compras tax-free permite que os turistas recuperem o imposto sobre o consumo nas lojas participantes. Contudo, uma alteração significativa entrará em vigor a partir de 1º de novembro de 2026, quando os turistas precisarão pagar o imposto no momento da compra e solicitar o reembolso no aeroporto antes de deixar o Japão.

Quando É Melhor Viajar?

Para aqueles que buscam temperaturas mais agradáveis, a primavera e o outono são as melhores épocas para visitar o Japão. A primavera, que ocorre entre março e maio, é a estação das cerejeiras em flor. Em Tóquio e Kyoto, esse fenômeno geralmente se inicia no final de março e perdura por cerca de duas semanas, sendo um período bastante concorrido com elevada demanda por hospedagem e atrações.

No outono, que vai de setembro a novembro, ocorre o koyo, conhecido pela mudança de cor nas folhas. Esse espetáculo natural em Tóquio e Kyoto acontece entre meados do final de novembro e o início de dezembro.

Por outro lado, o verão, que se estende de junho a agosto, requer atenção redobrada. Os viajantes devem estar cientes do calor e da umidade elevados, além de ser a época em que ocorre a temporada de chuvas e aumenta o risco de tufões.

Por fim, o inverno, de dezembro a fevereiro, pode ser atrativo para aqueles que desejam esquiar ou praticar snowboard. Destinos como Nagano, Niigata e Hokkaido recebem turistas em busca de neve, enquanto Sapporo hospeda seu famoso festival de inverno em fevereiro.

E Para Quem Vai Pela Primeira Vez?

Roberto Maxwell aconselha que os visitantes não transformem a viagem em uma corrida para conhecer o maior número possível de atrações. Para os que planejam uma primeira visita de aproximadamente 15 dias, ele recomenda concentrar o roteiro em duas ou três cidades, sendo Tóquio e Kyoto os pontos de partida mais indicados. Uma parada próxima ao Monte Fuji pode complementar o itinerário.

A escolha de destinos adicionais pode considerar os interesses do viajante: Kagoshima é ideal para quem aprecia boa gastronomia, as montanhas de Kumamoto atraem aqueles que buscam águas termais, Hokkaido é perfeita para quem deseja contemplar belas paisagens e realizar viagens de carro, além de regiões como Sado ou Shimane que proporcionam experiências menos ligadas ao turismo convencional.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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