Jimmy Kimmel está de volta: monólogo ‘emocionante’, sem pedido de desculpas.

Retorno de "Jimmy Kimmel Live!"

"Jimmy Kimmel Live!" retornará ao ar na noite de terça-feira, aproximadamente uma semana após a suspensão do programa, que é veiculado pela rede de televisão ABC, pertencente à Disney.

Motivo da Suspensão

A suspensão do programa ocorreu de forma "indefinida" após comentários feitos pelo apresentador Kimmel durante um monólogo em que criticou a reação do movimento MAGA, apoiadores do ex-presidente Donald Trump, em relação ao assassinato do ativista conservador Charlie Kirk. Kimmel mencionou que o suspeito do homicídio, Tyler Robinson, foi rotulado de forma pejorativa por aqueles que tentavam distanciar-se dele.

Expectativas e Reações

O retorno do comediante à televisão foi aguardado com expectativa tanto pela mídia quanto por fãs e críticos, especialmente por se tratar da primeira vez em que ele se manifestaria publicamente sobre a controvérsia. Um post no Instagram do programa informava que eles estavam "de volta cheios de amor". A conta pessoal de Kimmel também publicou uma foto dele com o falecido roteirista Norman Lear, que fundou em 1981 a organização People For The American Way, dedicada à defesa dos direitos da Primeira Emenda.

Membros da plateia que assistiram à gravação do programa descreveram o monólogo como "emocionante" e relataram uma recepção calorosa por parte dos fãs presentes. Vários participantes afirmaram que Kimmel não pediu desculpas durante sua apresentação.

Recepção do Público

Veronica Ament, uma espectadora de Fresno, Califórnia, comentou: "Foi apenas uma ovada de pé após a outra. Minha voz está quase desaparecendo." Após a gravação do programa, representantes da ABC não retornaram imediatamente ao pedido de comentários sobre o que foi apresentado.

Declarações da Disney

A Disney, em comunicado feito na segunda-feira, afirmou que decidiu suspender a produção de "Jimmy Kimmel Live!" devido aos comentários considerados "mal programados e, portanto, insensíveis". As declarações de Kimmel, mencionadas em seu monólogo na segunda-feira anterior, referiam-se à reação do “grupo MAGA”, que estaria tentando caracterizar o autor do crime como algo diferente de seus apoiadores, aproveitando-se politicamente da situação.

Kimmel abordou a situação dizendo que, entre as trocas de acusações, havia um luto e referenciou que, na última sexta-feira, a Casa Branca colocou as bandeiras a meio mastro, o que recebeu críticas. "Mas, em um nível humano, você pode ver como o presidente está lidando com isso", continuou Kimmel, mostrando um clipe de Trump no gramado da Casa Branca, onde o presidente responde a uma pergunta sobre Kirk, mas rapidamente muda de assunto para falar de construção.

Consequências da Polêmica

A suspensão do programa de Kimmel ocorreu em meio a declarações do presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC), Brendan Carr, que sugeriu que a ABC e suas afiliadas poderiam estar em risco de perder suas licenças de transmissão em decorrência dos comentários proferidos pelo comediante.

As emissoras locais Nexstar Media Group e Sinclair planejaram adiar o retorno do programa na terça-feira. Juntas, essas empresas possuem cerca de 70 estações afiliadas à ABC.

Críticas e Ameaças de Trump

Kimmel, a ABC e a Disney tornaram-se alvos da crítica de Trump, que intensificou sua vigilância sobre empresas de mídia durante seu segundo mandato, caracterizado por processos de difamação de alto perfil, cortes de financiamento a emissoras públicas e interferências regulatórias da FCC. Na terça-feira à noite, Trump fez uma postagem em sua plataforma Truth Social, criticando Kimmel e afirmando que sua administração "testaria a ABC".

"Vamos ver como nos saímos", disse Trump. "Da última vez que fui atrás deles, eles me deram 16 milhões de dólares. Esta parece ser ainda mais lucrativa." Em dezembro, a ABC concordou em pagar 16 milhões de dólares – 15 milhões para a biblioteca presidencial de Trump e 1 milhão em honorários legais – para resolver um processo de difamação que Trump moveu, alegando que o apresentador George Stephanopoulos fez uma afirmação incorreta ao vivo sobre a responsabilidade civil encontrada contra ele em relação à autora E. Jean Carroll. Trump foi considerado responsável por agressão sexual e difamação contra Carroll, mas nega as alegações feitas por ela.

Protestos e Apoios

Antes da gravação do programa na terça-feira, manifestantes e apoiadores se reuniram em frente ao El Capitan Entertainment Centre, em Hollywood. Perry Caravello, um influenciador do YouTube que protestava contra o retorno de Kimmel, afirmou: "Ele deveria estar fora do ar por mais uma semana, se não um mês, para pensar sobre o que disse." Em contraposição, Gregg Donovan, que usava um chapéu preto e um blazer vermelho, carregava um cartaz dando as boas-vindas ao apresentador de volta.

"Kimmel é uma figura que deve ser respeitada e a liberdade de expressão deve ser valorizada", comentou Donovan. O programa de Kimmel é gravado no El Capitan Entertainment Centre, localizado na Hollywood Boulevard, em frente ao famoso TCL Chinese Theater. O passeio da fama de Hollywood em frente ao local possui nomes de personalidades como Roy Disney, Eva Longoria, Kelly Ripa, Paul Rudd e Chris Pratt, entre outros.

Desenvolvimento da Situação

Esta matéria está em desenvolvimento. Novas informações podem ser divulgadas em breve.

Fonte: www.cnbc.com

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