Curva de Juros: Recuo nos Vértices Longos e Estabilidade nos Contratos Curtos
Os juros futuros no Brasil apresentaram uma correção técnica na terça-feira, 23 de dezembro de 2025. Após um dia de pressão altista, a curva de juros registrou uma queda moderada nos vértices mais longos, enquanto os contratos de curto prazo mantiveram-se praticamente sem variações. O clima no mercado incluiu cautela, mas também foi mitigado pela valorização do real frente ao dólar e pela percepção de um controle fiscal mais alinhado para o futuro.
Destaques da Curva de Juros
Entre os diversos vértices da curva, os contratos com vencimento em janeiro de 2030 (BMF:DI1F30) destacaram-se pela maior queda do dia, apresentando uma redução de -0,66%, encerrando em 13,455%. Também tiveram um desvio notável os contratos com vencimento em janeiro de 2032 (BMF:DI1F32), que caíram -0,62% e fecharam a 13,665%. Em contraste, os contratos com vencimento em janeiro de 2026 (BMF:DI1F26) e janeiro de 2027 (BMF:DI1F27) permaneceram estáveis, encerrando suas negociações em 14,906% e 13,84%, respectivamente.
Contratos Curtos e Médios: Volume das Negociações
Os prazos considerados mais líquidos no mercado do DI Futuro concentraram uma significativa parte das transações. Os contratos com vencimento em janeiro de 2027 (BMF:DI1F27) movimentaram um expressivo total de 470.794 contratos, enquanto os com vencimento em janeiro de 2026 (BMF:DI1F26) registraram um volume de 110.468 contratos. Esses períodos curtos e médios seguem como referência para o mercado financeiro, refletindo as expectativas em relação à política monetária, assim como as perspectivas para a trajetória da Selic.
Contratos Longos e Sensibilidade ao Cenário Fiscal
No que se refere aos vértices mais longos da curva de juros, os contratos com vencimento em janeiro de 2028 (BMF:DI1F28) e janeiro de 2029 (BMF:DI1F29) lideraram os volumes de negociação, com 548.845 e 238.131 contratos, respectivamente. Esses prazos mais distantes costumam ser os que mais reagem à situação fiscal e política, e a queda observada recentemente reflete a visão de que o risco de descontrole nas contas públicas pode estar, pelo menos temporariamente, sob controle.
Fatores que Influenciaram o Mercado
Um dos principais motores da queda nas taxas foi o alívio percebido no câmbio. A desvalorização do dólar em relação ao real contribuiu para a redução da pressão inflacionária projetada, o que gerou espaço para ajustes nos juros futuros. Além disso, declarações cautelosas por parte da equipe econômica acerca da disciplina fiscal em 2026 fortaleceram a percepção de responsabilidade, embora o mercado ainda mantenha um certo nível de ceticismo quanto ao cumprimento completo das metas estabelecidas. Outro ponto de destaque continua a ser a taxa Selic, atualmente mantida em 15% ao ano. O mercado de DI Futuro já reflete expectativas de que essa taxa elevada deve se manter por um período mais longo, com predições de cortes mais significativos apenas a partir do segundo trimestre de 2026. No cenário externo, os rendimentos dos Treasuries dos Estados Unidos permaneceram estáveis, evitando pressão adicional sobre os juros internos em uma sessão marcada por menor liquidez, característica da semana do Natal.
A análise apresentada acima foi realizada pela ferramenta AI – – Intelligence. A AI se destaca como a principal fornecedora de análises financeiras e pesquisas, impulsionadas por tecnologias de Inteligência Artificial acessíveis no mercado.
Fonte: br.-.com