Aprovação da Reestruturação da Dívida da Azul
Um juiz dos Estados Unidos autorizou nesta sexta-feira a reestruturação da dívida da Azul (AZUL4). Essa decisão permite à companhia aérea reduzir mais de US$ 2 bilhões em suas obrigações financeiras e captar recursos através de uma nova oferta de direitos de subscrição de ações, além do investimento da American Airlines e da United Airlines.
Detalhes do Processo Judicial
O juiz norte-americano Sean Lane deferiu o plano de recuperação judicial da Azul durante uma audiência realizada em White Plains, Nova York. A Azul havia apresentado seu pedido de recuperação judicial na cidade em maio. O plano aprovado transforma uma parte significativa da dívida existente em ações e torna possível à empresa obter fundos por meio da venda de novos papéis.
Investimentos das Companhias Aéreas
No âmbito do processo de recuperação, a United e a American Airlines se comprometeram a investir até US$ 300 milhões em ações da Azul.
Comentários do Presidente da Azul
O presidente-executivo da Azul, John Rodgerson, afirmou que a companhia agora se encontra em uma situação de menor estresse financeiro após a aprovação do plano pela justiça dos Estados Unidos. Ele mencionou que a meta inicial da companhia era sair do processo com uma alavancagem de três vezes, mas que isso foi ajustado para uma alavancagem de 2,5 vezes.
Rodgerson destacou dois pontos fundamentais. Em primeiro lugar, a dívida da companhia está sendo reduzida em 60%, resultando em uma diminuição de aproximadamente US$ 200 milhões ao ano nos juros. Isso implica que, além da redução da dívida, os juros também estão sendo diminuídos.
Impacto nos Contratos de Aluguel de Aeronaves
Em segundo lugar, a dívida relacionada ao aluguel de aeronaves também passou por uma diminuição de 28%. Apesar da Azul manter uma frota de aeronaves semelhante, a companhia está economizando cerca de US$ 300 milhões por ano devido a essa reestruturação. Esse impacto positivo foi atribuído ao processo de recuperação judicial, conhecido como Chapter 11.
Fonte: www.moneytimes.com.br


