Um panorama do cenário energético atual
A nuvem de fumaça densa envolve veículos destruídos próximo a um incêndio em andamento, resultado de um ataque aéreo na refinaria de petróleo Shahran, localizada no noroeste de Teerã, no dia 8 de março de 2026.
— Leonie Kidd, escrevendo de Londres. Bem-vindo a mais uma edição do Daily Open da CNBC.
Embora eu tenha uma longa trajetória na CNBC, este é meu primeiro boletim informativo Daily Open, então peço a paciência de todos enquanto me acostumo. Esta manhã na redação de Londres, não é surpresa que o petróleo esteja na mente de todos — especialmente considerando que movimentos históricos e impactantes de agências globais de energia não conseguiram alterar o panorama do mercado.
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Informações essenciais para hoje
Foi uma medida sem precedentes da Agência Internacional de Energia (AIE) e da administração dos Estados Unidos, mas, de acordo com os mercados, não foi suficiente. Os preços do petróleo estão em alta novamente, com o barril de petróleo Brent superando a marca de $100 na quinta-feira, apesar de a AIE ter concordado em um lançamento histórico de um recorde de 400 milhões de barris de petróleo. Além disso, os Estados Unidos anunciaram que irão liberar 172 milhões de barris de seu Reserva Estratégica de Petróleo para ajudar a reduzir os custos de energia.
O cenário energético se complica por outro desenvolvimento — o Irã continua a enviar grandes quantidades de petróleo bruto através do Estreito de Ormuz para a China, mesmo com a guerra entre os EUA e Israel e o Irã ameaçando o fornecimento mais amplo por meio dessa via crítica.
As ações globais permanecem sensíveis às movimentações no setor de energia. Os mercados da região Ásia-Pacífico caíram na quinta-feira, com o Nikkei 225, do Japão, e o S&P/ASX 200, da Austrália, liderando as perdas. Espera-se que as ações na Europa abram em baixa, enquanto os futuros nos Estados Unidos também indicam outra sessão negativa.
Impactos das tensões comerciais
A guerra que continua em Iran não desviou a atenção do presidente Donald Trump em relação à sua guerra comercial. Na quarta-feira, a administração dos Estados Unidos lançou investigações comerciais contra mais de uma dúzia de países, com o objetivo de substituir as tarifas recíprocas, que foram recentemente consideradas ilegais pela Suprema Corte. Os principais alvos são a União Europeia, a China e o México, além de uma série de outras nações, incluindo Suíça, Noruega, Japão, Índia e Coreia do Sul.
Em outras palavras, os mercados de energia estão voláteis, as cadeias de suprimentos estão se estreitando e as tensões comerciais estão se intensificando novamente. Os mercados globais raramente têm uma boa experiência ao lidar com essas três questões ao mesmo tempo.
— Leonie Kidd
Desdobramentos finais
Como a guerra no Irã pode impactar a expansão massiva de IA por cloud computing na região do Oriente Médio
Nos últimos anos, empresas de tecnologia têm direcionado bilhões de dólares para projetos de infraestrutura de inteligência artificial no Oriente Médio, atraídas por energia e terra baratas e facilmente disponíveis, além do apoio dos governos locais.
Entretanto, a guerra no Irã, que transborda para países vizinhos no Oriente Médio, levanta questões sobre o futuro da construção de data centers e da infraestrutura digital na região, especialmente se o conflito se prolongar, segundo especialistas entrevistados pela CNBC.
Data centers já foram alvo de ataques, resultando em interrupções nos serviços bancários, de pagamentos, empresariais e para o consumidor.
— Kai Nicol-Schwarz
Fonte: www.cnbc.com