Lucro alcança R$ 4 bilhões no 4T25, com crescimento de 6% e dentro das expectativas.

Resultados do Santander no Quarto Trimestre de 2025

O Santander (código: SANB11) divulgou seus resultados financeiros, apresentando um lucro líquido gerencial de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025. Esse valor representa um aumento de 6% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A informação foi comunicada ao mercado em um documento na quarta-feira, 4 de outubro de 2025.

Expectativas do Mercado

O resultado obtido pelo Santander ficou dentro das previsões levantadas pelo consenso da Bloomberg, que esperava um lucro de R$ 4 bilhões para o trimestre. No acumulado do ano, o lucro líquido totalizou R$ 15,6 bilhões, o que corresponde a um crescimento de 12,6% no período.

Retorno sobre o Patrimônio

O retorno sobre o patrimônio (ROE), um indicador frequentemente analisado por especialistas do setor, encerrou o período em 17,6%. Esse resultado representa uma elevação de 0,1 ponto percentual em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, mantendo-se estável em comparação com o trimestre anterior.

Indicativos Antecipados

Na terça-feira anterior, o resultado apresentado pelo Santander Espanha já havia dado uma prévia do desempenho esperado para a filial brasileira, que reportou um lucro de 579 milhões de euros.

Reação do Mercado

Após a divulgação dos resultados, as ações do Santander fecharam em queda de 2,40%, mesmo apresentando uma alta de mais de 1% durante a maior parte do dia. Antes da divulgação do balanço, as expectativas dos analistas eram otimistas em relação ao desempenho da instituição bancária, que está em um crescimento de 6% ao longo do ano, depois de um impressionante aumento de 40% em 2025, beneficiado pelo desempenho positivo do Índice Bovespa.

Estratégia de Recuperação

Desde o início de seu processo de recuperação, que se seguiu a uma série de balanços negativos em 2023, o Santander adotou uma postura seletiva e conservadora na concessão de crédito, priorizando segmentos que apresentam um melhor equilíbrio entre risco e retorno. O banco foi um dos primeiros a ajustar sua abordagem quanto ao apetite por crédito, o que, segundo algumas instituições financeiras, o posiciona de forma favorável para retomar o crescimento à medida que o ambiente de crédito se normalize.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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