Lula elogia governador interino do Rio de Janeiro e afirma que 'família Bolsonaro está ligada a milicianos'

Lula elogia governador interino do Rio de Janeiro e afirma que ‘família Bolsonaro está ligada a milicianos’

by Editoria Bolsa e Mercado
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Reconhecimento ao governador interino

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, representando o Partido dos Trabalhadores (PT), expressou nesta sexta-feira (18) seu reconhecimento ao trabalho realizado pelo governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto. Em suas declarações, Lula ressaltou que Couto “está fazendo um trabalho extraordinário” e “mostrando a seriedade que todos os governantes merecem demonstrar”.

Durante uma entrevista concedida à Rádio Tupi, antes de compromissos agendados no Rio de Janeiro ao lado do governador interino, Lula afirmou: “O nosso desembargador está fazendo um trabalho extraordinário. Está mostrando a seriedade que todos os governantes deveriam mostrar”.

Problemas históricos da política carioca

O presidente também comentou sobre os desafios enfrentados pelos governadores do Rio de Janeiro ao longo da história, mencionando que vários deles foram detidos devido a escândalos de corrupção. Ele destacou o fato de que “três ou quatro governadores já foram presos”. Contudo, a realidade é que cinco governadores enfrentaram essa situação: Moreira Franco, Anthony Garotinho, Rosinha Garotinho, Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão.

“O Rio de Janeiro não merece passar pelo que acontece diariamente. As denúncias de corrupção são muito contundentes, e já prenderam três ou quatro governadores. A população não tem motivos para acreditar mais nessas situações. Nosso compromisso é restabelecer o Rio de Janeiro”, declarou o presidente.

Críticas a adversários políticos

Embora não tenha sido indagado diretamente sobre nenhum adversário em específico, Lula aproveitou a oportunidade para criticar o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL). Ele declarou que há pessoas da família Bolsonaro “envolvidas com os milicianos”.

“Existe um candidato a presidente que está ligado aos milicianos do Rio de Janeiro. Assim que começamos a analisar a situação do Rio, percebemos que muitas pessoas da família Bolsonaro estão conectadas a milícias. É necessário limpar a política e a polícia. Este é um trabalho árduo. A sociedade precisa assumir a responsabilidade e delinear o futuro que deseja”, afirmou o presidente.

Lula continuou suas críticas, focando no ex-governador do Rio, Cláudio Castro, também do PL, que é aliada de Flávio Bolsonaro e se encontra diretamente implicada em um escândalo relacionado ao Banco Master. O presidente ressaltou que Castro está “enterrado até o pescoço nessa relação promíscua” com o banqueiro Daniel Vorcaro.

O presidente reiterou uma frase que tem utilizado em seus discursos e entrevistas: “Eles, no governo Bolsonaro, tornaram Vorcaro um banqueiro; eu o tornei um prisioneiro”.

Estratégias de combate ao crime organizado

De acordo com Lula, o governo federal está implementando ações com base em três eixos para enfrentar o crime organizado e melhorar a segurança pública no país: sufocar a logística do crime, retomar o controle de territórios e comunidades, e fortalecer as capacidades dos municípios para que possam enfrentar o crime de forma mais efetiva.

Durante a entrevista à Rádio Tupi, Lula destacou a importância da retoma do controle sobre os territórios, considerando essa atividade como a parte mais desafiadora do processo. Ele enfatizou que “é fundamental que se possa viver numa comunidade sem o receio de que ela possui um ‘dono’. Não é aceitável comprar gás tendo que pagar um ‘pedágio’. A rua é sua, o bairro é seu”, comentou o presidente.

O presidente anunciou que irá revelar uma “experiência” no Rio de Janeiro voltada para a retomada de territórios e a segurança pública. Segundo ele, esse “plano piloto” que será implementado no Estado poderá ser aplicado em todo o país, caso produza resultados positivos. Lula explicou que sempre se opôs a intervenções pontuais das Forças Armadas, já que os criminosos tendem a retornar ao local após a saída do Exército. “Eu sempre fui contra o GLO, o decreto de Garantia da Lei e da Ordem; ao se anunciar uma intervenção, os bandidos saíam, o Exército ficava um ou dois meses e, quando se retirava, a criminalidade retornava. É imprescindível uma atuação constante e fixa. A polícia deve operar 24 horas por dia, durante todos os dias do ano”, disse.

O presidente lembrou que seu governo está empenhado na aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) no Congresso Nacional, a qual busca ampliar as atribuições da União na área de segurança pública. Ele também prometeu transformar 138 cadeias em todo o país em presídios de segurança máxima.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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