O plenário do Senado Federal aprovou, de forma unânime, um projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para cidadãos que recebem até R$ 5.000 mensais. Esta medida representa uma das propostas econômicas mais relevantes do governo atual e deve ter um impacto direto na vida de milhões de brasileiros. A análise foi feita por Clarissa Oliveira durante a transmissão do Live CNN.
A aprovação da medida no Senado seguiu o planejamento estratégico do governo, que tem como objetivo implementar mudanças significativas na política tributária do país. De acordo com Clarissa, “a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil vai se tornar a grande bandeira, o principal moto da campanha de reeleição do presidente Lula, no que diz respeito à promoção da igualdade social e à distribuição de renda”.
O principal intuito da proposta é promover um maior equilíbrio social por meio de ajustes na tributação, beneficiando assim trabalhadores que possuem rendimentos mais modestos.
Desafios orçamentários
Embora tenha obtido aprovação unânime, a medida enfrenta uma série de desafios que precisam ser superados, especialmente em relação ao equilíbrio fiscal do país. O governo terá a tarefa de encontrar métodos eficazes para compensar a diminuição da arrecadação que ocorrerá devido à ampliação da faixa de isenção, buscando alternativas que gerem novas fontes de receita.
Clarissa ressalta que “por mais que o governo tenha avançado no Congresso Nacional com a articulação de propostas de taxação que possam promover o equilíbrio fiscal deste projeto, ainda existem algumas questões pendentes que precisam ser solucionadas. A peça orçamentária do ano seguinte ainda enfrenta um certo desafio em termos de credibilidade”.
A articulação política em favor da aprovação do projeto contou com um apoio significativo nos bastidores, destacando-se a contribuição de Davi Alcolumbre, que desempenhou um papel importante nas negociações. Esta medida é vista como um passo relevante rumo a uma política tributária mais equilibrada.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br