Lula ou Flávio? Descubra quais ações podem se valorizar com a vitória de cada candidato, conforme a análise dos investidores.

Perspectivas para as Eleições Presidenciais e Taxa Selic

As eleições presidenciais e as previsões para a taxa Selic emergem como tópicos centrais para investidores no ano de 2026, conforme indicam os resultados de uma pesquisa conduzida pelo BTG Pactual durante a CEO Conference ocorrida em São Paulo.

A investigação revela quais ações estão entre as preferidas dos investidores, dependendo do cenário eleitoral. Na eventualidade de Lula ser reeleito, os entrevistados demonstram preferência por empresas exportadoras e por companhias que apresentam maior previsibilidade em suas operações, mencionando, por exemplo, Suzano (SUZB3), Itaú (ITUB4) e WEG (WEGE3), de acordo com o relatório apresentado.

Por outro lado, em um cenário em que a oposição vença, os investidores consideram que empresas vinculadas ao setor financeiro e estatais poderão se beneficiar, citando exemplos como Banco do Brasil (BBAS3), XP (XP) e Petrobras (PETR4).

O documento também destaca que o ambiente político permanece altamente polarizado, com a disputa ainda aberta. Entre os candidatos da oposição, Flávio Bolsonaro se destaca como o nome mais provável, recebendo 81% das respostas dos participantes da pesquisa.

Alta do Ibovespa

O BTG Pactual observa que a recente alta do Ibovespa foi impulsionada por grandes empresas, incluindo ações de Vale e Petrobras, que estavam sub-representadas na alocação de recursos há algum tempo. Em apenas janeiro, o mercado de ações brasileiro registrou um fluxo de entrada aproximado de US$ 6 bilhões, um valor equivalente ao total de fluxos vistos em 2025.

A instituição afirma: “Com a maioria dos fundos locais apresentando um desempenho consideravelmente inferior ao dos índices — alguns deles até 5 a 7 pontos percentuais abaixo —, é fácil concluir que se tratou de uma recuperação silenciosa; poucos investidores locais se beneficiaram dessa alta.”

Além disso, o banco observa que os setores de Materiais Básicos e Petróleo & Gás continuam sendo frequentemente vendidos a descoberto (short), o que indica que os investidores ainda hesitam em se alinhar com a alta, temendo um desempenho ainda pior caso os fluxos de capital estrangeiro continuem a elevar as tensões no mercado.

Conforme análise do BTG, as recomendações consensuais de compra continuam a estar focadas nos setores de serviços básicos, citando empresas como Axxia e Copel, além do setor financeiro.

*Com supervisão de Kaype Abreu

Fonte: www.moneytimes.com.br

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