Impactos da Guerra no Preço dos Combustíveis
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou, na quarta-feira (19), os efeitos da guerra envolvendo os Estados Unidos e Israel contra o Irã sobre os preços globais dos combustíveis. O presidente questionou por que países distantes do conflito precisam arcar com os custos resultantes das decisões tomadas por uma minoria.
Críticas Durante a Entrega do Prêmio Mulheres das Águas
Durante uma cerimônia que homenageou as mulheres que atuam em prol da preservação das águas, Lula fez observações contundentes sobre a situação. Ele mencionou que as ações de Donald Trump em relação ao Irã levaram ao aumento global do preço do óleo diesel. Lula enfatizou: “Vocês já perceberam que os tiros que o Trump deu no Irã estão fazendo o óleo diesel subir no mundo inteiro? No mundo inteiro”.
Indagação sobre a Distância do Conflito
O presidente também expressou sua perplexidade em relação à situação. Ele afirmou: “Estamos a 14 mil km do Irã, longe do Líbano, longe de Israel. Por que nós temos que pagar o preço do combustível?”.
Atribuição de Culpa às Potências Mundiais
Lula criticou a Rússia por se beneficiar da elevação dos preços, citando a flexibilização parcial das restrições à venda de petróleo russo. Ele indicou que essa situação é resultado da “irresponsabilidade” dos cinco países com assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas: Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido. O presidente disse: “Eles decidiram que são donos do mundo e atacam o que quiserem. E quem sofre com isso? Os trabalhadores e os pobres do mundo. Toda desgraça causada pelos ricos recai sobre quem não tem nada a ver com isso”.
Ações do Governo para Prevenir Greve dos Caminhoneiros
Na mesma data, o governo brasileiro anunciou medidas com o objetivo de evitar uma greve dos caminhoneiros. Entre essas medidas, destacam-se o aumento da fiscalização do frete mínimo e a implementação de ações em colaboração com os Estados para tentar reduzir o ICMS sobre os combustíveis. Essas iniciativas ocorrem em um contexto de ano eleitoral e diante da crescente alta dos preços internacionais.
Fonte: www.moneytimes.com.br