Suspensão de Transações com Cartões Will Bank
A Mastercard anunciou a interrupção da aceitação de transações realizadas por meio de cartões emitidos pelo Will Bank. Essa instituição digital fazia parte do grupo do Banco Master, que foi colocado em Regime de Administração Especial Temporária em novembro do ano passado. A notícia foi veiculada pela Folha de S. Paulo e trouxe novos detalhes sobre a situação operacional do banco digital no contexto do sistema de pagamentos.
Motivo da Suspensão
De acordo com fontes consultadas pelo jornal, a suspensão ocorreu após a bandeira de cartões de crédito não conseguir liquidar certas transações financeiras na última segunda-feira, dia 19. A decisão foi tomada para evitar o acúmulo de valores pendentes, o que poderia aumentar o risco financeiro das operações, transformando a questão em uma obrigação crescente ao longo do tempo.
Monitoramento da Mastercard
A Mastercard indicou que estava monitorando as atividades do Will Bank há algum tempo, em conformidade com as diretrizes dos órgãos reguladores. O acompanhamento visava verificar se as normas da rede de pagamentos e as legislações locais estavam sendo obedecidas, com o objetivo de proteger os participantes do ecossistema que dependem dos serviços oferecidos pela bandeira.
A Mastercard explicou: “Como o Will Bank não consegue mais cumprir essas obrigações — e considerando também nossos próprios requisitos regulatórios — suspendemos o uso dos cartões do Will Bank em nossa rede.”
Continuidade do Will Bank
Ainda que enfrente desafios devido à situação de seu controlador anterior, o Will Bank mantém autorização para operar. Atualmente, o banco digital conta com aproximadamente 10 milhões de usuários e sua continuidade foi garantida após a liquidação do Banco Master pelo Banco Central. Esse movimento, na época, foi relacionado ao interesse de investidores em adquirir a instituição digital.
Impacto no Mercado
Do ponto de vista do mercado, a decisão da Mastercard tende a elevar a percepção de risco em relação a instituições financeiras sob regimes especiais. Essa abordagem pode afetar a avaliação de crédito do setor e impactar as ações de empresas voltadas a meios de pagamento, assim como ativos financeiros que estão conectados ao sistema bancário e de pagamentos no Brasil.
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Fonte: br.-.com