Notificação da Anvisa ao Mercado Livre
O Mercado Livre (MELI34) recebeu uma notificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) após o início da venda de medicamentos que exigem prescrição e retenção de receita, bem como a inclusão de farmácias em seu marketplace. A empresa tem até o dia 1º de outubro para responder às solicitações feitas pela agência.
Solicitação de Informações pela Anvisa
A Anvisa requisitou informações sobre a regularidade do Mercado Livre em realizar essa atividade específica, incluindo como a empresa está atendendo às normas sanitárias pertinentes a farmácias e drogarias. A agência também solicitou explicações sobre os procedimentos utilizados para verificação de receitas médicas, assim como as normas que regem o armazenamento e o transporte dos medicamentos.
Posicionamento do Mercado Livre e Reação do Mercado
Conforme foi reportado pelo portal G1, a Anvisa afirmou que, até o momento, não existe nenhuma norma que permita a atuação de marketplaces na venda de medicamentos. Em resposta a essa situação, o Mercado Livre comunicou que não tinha sido notificado oficialmente.
A nova operação do Mercado Livre suscitou questionamentos da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), que enviou um ofício à Anvisa recentemente, solicitando esclarecimentos urgentes sobre a conformidade sanitária do modelo de negócios adotado pela empresa.
Nova Fonte de Receita do Mercado Livre
Na última sexta-feira, dia 25, o Mercado Livre iniciou a venda de medicamentos mediante prescrição e retenção de receita, ação que, segundo análises, foi bem recebida pelo mercado financeiro, embora algumas dúvidas quanto à legalidade do modelo ainda persistissem.
Comparativo com Operações em Outros Países
Analistas do Itaú BBA destacaram que a nova fonte de receita é semelhante ao que a empresa já realiza em países como México, Colômbia, Argentina e Chile. De acordo com esses analistas, o modelo de operação se assemelha mais ao sistema utilizado pelo iFood do que à logística própria do e-commerce do Mercado Livre, uma vez que os medicamentos serão enviados a partir de farmácias, em vez de centros de distribuição da companhia.
Foco Inicial em São Paulo
O modelo inicial da nova operação estará concentrado na cidade de São Paulo, a qual, conforme avaliações do BBA, representa cerca de 8% do mercado de farmácias do Brasil, sendo que o estado como um todo corresponde a aproximadamente 24% desse mercado.
A proposta do Mercado Livre de integrar pelo menos 20 redes de farmácias reforça a expectativa de que a plataforma funcionará predominantemente sob um modelo 3P (terceiros). Nesse arranjo, as farmácias parceiras serão responsáveis pela venda e pelo estoque dos produtos, enquanto o Mercado Livre se encarregará de fornecer o tráfego do site, a tecnologia necessária e a logística.
Fonte: www.moneytimes.com.br
