Queda do Risco Soberano da Argentina
Uma medida fundamental que avalia o risco soberano da Argentina experimentou uma diminuição significativa, alcançando seu nível mais baixo em sete anos. Essa redução é atribuída às recentes mudanças políticas promovidas pela administração do presidente Javier Milei, que têm aproximado o país de um possível retorno aos mercados internacionais de dívida.
Rendimentos da Dívida
O rendimento adicional que os investidores buscam ao manter a dívida soberana da Argentina, em comparação aos títulos do Tesouro dos Estados Unidos com prazos semelhantes, caiu para menos de 559 pontos-base na última sexta-feira, dia 2. Essa informação é baseada em um índice do JP Morgan.
O spread de risco caiu consideravelmente, atingindo sua menor marca desde julho de 2018. Desde as eleições de meio de mandato na Argentina, realizadas no final de outubro, a diferença entre os rendimentos praticamente foi reduzida pela metade. O partido de Milei obteve uma vitória maior do que o esperado, dobrando sua representação no Congresso.
Ações da Administração Milei
No último sábado, Milei celebrou com entusiasmo a detenção do ex-ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, resultado de uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos. Em sua rede social, ele declarou: “A liberdade avança, viva a liberdade”, em referência à situação política na Venezuela.
Compras de Dólares pelo Banco Central
Em um desenvolvimento adicional, o Banco Central da Argentina (BCRA) comprou dólares pela primeira vez em nove meses na segunda-feira, dia 5. Essa operação adicionou cerca de US$ 21 milhões às reservas do país, conforme reportado pelo jornal Ámbito. Essa compra foi realizada em função do início de um programa de acumulação de reservas que a entidade havia anunciado para o dia 1º de janeiro deste ano.
Fonte: www.moneytimes.com.br