Encerramento da Propaganda Eleitoral
No término da propaganda eleitoral exibida no rádio e na televisão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é do Partido dos Trabalhadores (PT), declarou que esta será sua última eleição e expressou a promessa de que seu quarto governo “será o mais importante de todos”. Em contrapartida, o senador Flávio Bolsonaro, membro do Partido Liberal (PL), solicitou ao eleitor um “voto de confiança”.
A propaganda eleitoral no rádio e na TV chegou ao fim nesta quinta-feira, dia 1º, a apenas três dias do primeiro turno das eleições. Lula, que dispôs da maior parte do tempo disponível na programação – cinco minutos e trinta e um segundos por dia – iniciou sua última aparição rebatendo o que chamou de ataques de Flávio à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Na semana anterior, o senador havia afirmado que “pessoas de dentro da CNBB” colaboraram com o PT para espalhar uma informação falsa de que ele pretende desbancar Nossa Senhora Aparecida do cargo de padroeira do Brasil.
Medidas do Governo e Propostas Futuras
No decorrer de sua exibição, o presidente Lula aproveitou a oportunidade para enfatizar algumas das medidas implementadas em seu governo, tais como a isenção do imposto de renda para aqueles que ganham até R$ 5 mil e a imposição de impostos sobre os mais ricos. Ele também apresentou algumas propostas para um possível novo mandato, incluindo a eliminação da escala 6×1 e a isenção de impostos sobre produtos alimentícios essenciais da cesta básica.
Além disso, Lula ressaltou a decisão de seu governo em proibir as apostas no país. A propaganda incluiu declarações feitas pelo ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, durante a administração de Jair Bolsonaro, juntamente com opiniões de Flávio que defendiam a criação de resorts integrados a cassinos. “Será que Flávio Bolsonaro está ao lado das apostas ou de sua família?”, indaga a propaganda do PT, estabelecendo um paralelo entre as apostas e o endividamento das famílias brasileiras.
Ao final da mensagem, o presidente enfatizou que “mudar não significa retroceder” e afirmou que esta seria sua última eleição. “E meu último governo será o mais importante de todos”, afirmou ele.
Mensagem de Esperança de Flávio Bolsonaro
Enquanto Lula se concentrou em criticar seu oponente e defender suas propostas, Flávio Bolsonaro decidiu encerrar a propaganda eleitoral com uma mensagem de “esperança”.
O senador afirmou que percorreu diversas regiões do país e sentiu de perto as dificuldades enfrentadas pelos cidadãos brasileiros. Ele mencionou a “aflição que as pessoas sentem atualmente, por não conseguirem encher o carrinho de compras no supermercado”, mas também ressaltou a “vontade de lutar” que percebe na população.
Flávio não fez referências diretas a Lula durante sua propagação; ele se limitou a afirmar que “a escolha é clara”: “ou o Brasil vence, ou eles derrotam o Brasil”.
A peça publicitária do PL apresentou imagens de eventos da campanha, além de Flávio interagindo com seus apoiadores. Também foram exibidos momentos do candidato ao lado de sua esposa, Fernanda, e de aliados estratégicos, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do partido Republicanos; o deputado federal Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais; e o prefeito da cidade de São Paulo, Ricardo Nunes, do MDB.
Flávio, em sua apresentação, declarou que sua “missão de vida” é transformar “este velho sistema que funciona apenas a seu favor” e conclui expressando seu amor pelo Brasil, enquanto solicita ao eleitor um “voto de confiança” para “cuidar do país”.
Cury e Caiado
O escritor Augusto Cury, do partido Avante, e o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do PSD, ambos com posições inferiores nas pesquisas de intenção de voto, utilizaram o último dia de horário eleitoral para criticar a polarização existente entre o presidente e o senador.
Cury argumentou que é necessário acabar com o “disco arranhado” e defendeu a necessidade de “novas ideias” para o Brasil. Já Caiado destacou os altos índices de aprovação de sua administração e as ações realizadas para o combate ao crime organizado. Ele também fez um apelo contra o voto útil no primeiro turno, afirmando que “no primeiro turno, você não necessita votar contra este ou aquele candidato. Precisamos ter coragem de votar a favor daquilo em que acreditamos”.
Fonte: www.moneytimes.com.br
