Acusações Contra a Plataforma Kalshi
Ação Judicial
No dia 15 de dezembro de 2025, o estado de Nova York processou a plataforma de mercado de previsões Kalshi, alegando que a empresa está operando um "sistema de jogo ilegal". O processo foi protocolado em um tribunal estadual em Manhattan e alega que a Kalshi aceita apostas, configurando-se como um negócio de jogo que desrespeita a constituição e as leis do estado, uma vez que não está registrada junto à Comissão de Jogo do Estado de Nova York.
Declarações das Autoridades
A Procuradora Geral de Nova York, Letitia James, afirmou em um comunicado de imprensa que "não importa como se chamam, os mercados de previsões como a Kalshi são plataformas de jogo, pura e simples". Ela também enfatizou que, ao ignorar as leis do estado, a Kalshi está operando de maneira ilegal e prejudicando os cidadãos de Nova York.
A Governadora de Nova York, Kathy Hochul, também comentou sobre a situação, indicando que o estado está agindo para interromper o que considera um comportamento ilegal e para fazer com que a empresa cumpra as leis estaduais. O processo busca uma ordem judicial permanente contra a Kalshi.
Reação da Kalshi
A Kalshi, que tem sua sede na cidade de Nova York, expressou desapontamento com a decisão do estado. Um porta-voz da empresa comentou em um comunicado que "é triste ver esse tipo de teatro político da liderança de nosso próprio estado". O porta-voz ressaltou que os estados não podem simplesmente encerrar uma troca licenciada em nível federal e enfatizou o apreço da empresa pelo estado e seus habitantes.
Compensações Reivindicadas
O estado, por meio do processo, também busca a restituição total para os usuários que realizaram transações na plataforma, uma multa de US$ 100.000 por cada tentativa de oferecer apostas esportivas e uma penalidade adicional equivalente a três vezes o montante que a empresa supostamente ganhou enquanto operava em violação às leis de Nova York.
Ação Anterior da Kalshi
Em outubro, a Kalshi havia processado o estado de Nova York após a Comissão de Jogo do estado ter enviado uma carta de cessação e desistência à empresa. No início deste mês, um juiz do Tribunal do Sul de Nova York negou o pedido da Kalshi para uma liminar preliminar e uma ordem de restrição temporária contra a comissão.
Novos Desdobramentos
O mesmo juiz rejeitou, recentemente, um pedido da Kalshi para uma liminar enquanto aguardava a apelação. Além disso, a Comissão de Comércio de Futuros das Mercadorias (CFTC), que se considera o regulador federal para mercados de previsões, solicitou uma ordem de proteção temporária contra ações de execução pelo estado logo antes do anúncio da ação judicial. Essa solicitação ocorreu após a CFTC ter processado o estado em abril, buscando uma liminar permanente para impedir a aplicação das leis estaduais em plataformas registradas na comissão.
Conflito Entre Estados e Regulações Federais
Nos Estados Unidos, estados estão engajados em conflitos com o governo federal e plataformas no que diz respeito aos mercados de previsões. Estes mercados viram um aumento significativo em seus volumes, especialmente com os contratos relacionados a eventos esportivos que se tornaram populares entre traders de varejo. A Kalshi, juntamente com outras plataformas de mercado de previsões, e a CFTC acreditam que todos os contratos de eventos são swaps, o que significa que seriam exclusivamente regulamentados pela comissão.
Entretanto, estados ao redor do país acreditam que as ofertas esportivas são equivalentes a apostas esportivas, as quais são regulamentadas por eles. Na última segunda-feira, 44 procuradores-gerais de estados enviaram uma carta à CFTC, afirmando que a comissão não tem o direito de regular contratos de eventos relacionados a esportes, como parte de um período de comentários públicos sobre o primeiro rascunho de regulamentações da agência para mercados de previsões.
Argumentos em Relação às Ofertas da Kalshi
Embora Nova York tenha citado a oferta esportiva da Kalshi como motivo para a ação judicial, o estado foi além e afirma no processo que as ofertas de contratos relacionados a eleições, cultura e outros eventos também colocam a empresa em contradição com as leis estaduais.
Fonte: www.cnbc.com


