Novo appointee de Trump, Miran, pede redução de meio ponto, sendo a única dissentidora enquanto o restante do Fed se une.

Confirmação de Stephen Miran

Nomeação e Confirmação

Stephen Miran, que foi indicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para ser o presidente do Conselho de Assessores Econômicos e também para o cargo de governador do Federal Reserve, chegou para uma audiência de confirmação no Comitê de Bancos, Habitação e Assuntos Urbanos do Senado, em Washington, D.C., no dia 4 de setembro de 2025.

Dissidência na Decisão de Taxa de Juros

Recentemente confirmado como governador do Federal Reserve, Stephen Miran manifestou sua discordância em relação à decisão do banco central de reduzir a taxa de juros em um quarto de ponto percentual na última quarta-feira. Ele participou da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) e foi o único membro a pedir uma redução mais acentuada, sugerindo uma diminuição de meio ponto percentual.

Na ocasião, os governadores Michelle Bowman e Christopher Waller, que já haviam votado com dissidência na reunião anterior do Fed, desta vez se alinharam com o presidente do Fed, Jerome Powell, e os outros membros, exceto Miran.

Nomeação e Críticas

Escolha de Miran por Trump

Stephen Miran foi escolhido por Trump em agosto para ocupar o cargo anteriormente ocupado pela ex-governadora Adriana Kugler, que anunciou sua renúncia repentina sem fornecer uma explicação. Miran afirmou que não irá renunciar ao cargo de presidente do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca, mas sim tirar uma licença não remunerada.

Implicações da Nomeação

A permanência de Miran no conselho do Fed está prevista até o dia 31 de janeiro de 2026, data em que se encerraria o mandato de Kugler. Esta nomeação gerou preocupações entre críticos, que a consideram uma ameaça à independência do Federal Reserve, uma vez que o presidente Trump já indicou três dos sete membros do conselho.

Controvérsia sobre Lisa Cook

Além disso, Trump anunciou em agosto que havia demitido a governadora do Federal Reserve, Lisa Cook. Entretanto, um tribunal de apelações federal decidiu, nesta semana, que o presidente não pode demiti-la. Em resposta a essa decisão, a Casa Branca afirmou que pretende apelar para a Suprema Corte.

— Reportagem de Jeff Cox, CNBC.

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