Reunião do Copom e Taxa Selic
O Copom se reuniu pela última vez em 2025 na quarta-feira, dia 10, e o resultado foi conforme esperado. De acordo com os preços das opções de Copom na B3, a taxa Selic permaneceu inalterada em 15% ao ano.
Essa decisão representa a quarta vez consecutiva em que o Banco Central decide manter os juros em um nível que não é observado há 20 anos.
Contudo, o que despertou a atenção dos mercados foi o fato de que o comunicado da reunião trouxe poucas modificações e, mais significativamente, não indicou cortes na taxa.
É comum que o mercado analise minuciosamente cada palavra e até mesmo cada pontuação do comunicado emitido pelo Copom, na tentativa de descobrir quais serão os próximos passos do Banco Central na condução da política monetária.
Com base nas “pistas” deixadas pela autoridade monetária, os investidores realizam suas projeções para a economia brasileira e utilizam essas informações como referência para decidir onde investir, pelo menos até a próxima reunião do Copom.
No entanto, mesmo mantendo uma postura conservadora em seu comunicado, Lais Costa, analista da Empiricus Research, observa que um outro documento a ser divulgado no próximo dia 18 pode indicar novas perspectivas para os juros.
Projeções para a Inflação
Além do comunicado no dia em que ocorreu a decisão do Banco Central, o mercado aguarda o relatório denominado Ata do Copom. Esse documento, que é divulgado uma semana depois, fornece uma explicação mais detalhada sobre os motivos que levaram à decisão.
No entanto, dada a ausência de indicações claras quanto a um possível corte na Selic durante a reunião de janeiro, Lais destaca que a decisão da autoridade monetária dependerá dos dados que forem disponibilizados até aquele momento.
Nesse sentido, o Relatório de Política Monetária (RPM), que será divulgado na próxima quinta-feira, pode oferecer mais indícios sobre as expectativas para os juros.
Esse relatório fornece informações sobre como o Banco Central está dirigindo sua política de juros e como avalia o cenário econômico das próximas semanas.
Aspectos Relevantes do Relatório
Entre os pontos mais significativos do relatório, estão as projeções para a inflação. Lais sublinha que uma das poucas novidades apresentadas pelo comunicado do Copom na última reunião foi a revisão da projeção da inflação, que passou de 3,3% para 3,2%.
A analista acredita que o RPM, que será divulgado na próxima semana, pode indicar que a inflação do terceiro trimestre de 2027 se situe em torno de 3,1%, o que é virtualmente dentro da meta.
É importante ressaltar que as decisões do Banco Central visam um horizonte futuro. Ou seja, o impacto de manter, aumentar ou cortar a Selic na economia pode demorar entre 9 a 12 meses para ser sentido.
Assim, se o Relatório de Política Monetária realmente sinalizar expectativas de uma inflação a 3,1% em 2027, a possibilidade de um corte nos juros já em janeiro deverá ser considerada.
“Com a trajetória convergente da inflação, um cenário externo positivo e a desaceleração gradual da economia brasileira, mantemos nossa expectativa de que o primeiro corte será de 25 pontos-base na primeira reunião de 2026”, afirma a analista.
Dessa forma, com o intuito de aproveitar as oportunidades nesse cenário de mudanças no ciclo de juros, Lais Costa selecionou quatro títulos de crédito privado para sugestões de investimento, mesmo com a Selic ainda a 15% ao ano.
Oportunidades de Investimento
Com a expectativa de um corte na taxa de juros, é provável que a renda fixa comece a oferecer títulos com retornos menores. Entretanto, para aqueles que estão dispostos a assumir um risco ligeiramente superior ao da renda fixa tradicional, existe a oportunidade de obter rentabilidades reais de 7,6% acima da inflação.
Embora a taxa sábia esteja próxima à do Tesouro IPCA+, esse ativo tem a vantagem da isenção de Imposto de Renda, o que pode fazer uma significativa diferença na rentabilidade ao final do investimento.
Portanto, ao investir nesses títulos, é possível “travar” um retorno real de 7,6% ao ano com isenção de IR. Contudo, assim como as oportunidades surgem, elas também podem se esgotar rapidamente.
Conforme mencionado, as expectativas da analista da Empiricus, junto com a percepção de boa parte do mercado, é de que um corte de juros ocorra já em janeiro. Por isso, o ideal é realizar investimentos nesses ativos o quanto antes.
A boa notícia é que é possível acessar a carteira completa com os títulos recomendados por Lais. A Empiricus Research está oferecendo, sem custo, o acesso à carteira com os quatro títulos da renda fixa.
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Fonte: www.moneytimes.com.br