O futuro do mercado imobiliário segundo as empresas do setor

Setor Imobiliário em 2026

As empresas que atuam no setor imobiliário demonstram confiança em relação ao desempenho de seus negócios e às perspectivas para os próximos trimestres. Essa confiança é impulsionada pela expectativa de queda na taxa de juros e pela demanda ainda robusta.

CEO Conference Brasil 2026

A avaliação positiva sobre o setor foi destacada durante o CEO Conference Brasil 2026. O evento, organizado pelo BTG Pactual nos dias 10 e 11 de fevereiro, reuniu executivos e diretores de empresas dos segmentos de shoppings, logística, incorporação e construção civil.

No relatório emitido pelos analistas do banco, Gustavo Cambauva e Gustavo Fabris, foram apresentadas as seguintes conclusões sobre o encontro:

  • As operações no setor permanecem resilientes;
  • Os investidores estão voltando a direcionar o olhar para o setor;
  • O ambiente macroeconômico tende a ficar mais favorável ao longo de 2026.

Aluguéis Acima da Inflação

Os analistas também mencionaram que, no segmento de shoppings e propriedades, empresas como Iguatemi (IGTI11), Allos (ALOS3) e Multiplan (MULT3) continuam visualizando espaço para aumentar os aluguéis em um patamar superior à inflação.

Os executivos destas instituições demonstraram otimismo em relação à Reforma Tributária, que deve ser implementada integralmente em 2027, a qual pode contribuir para a diminuição da carga efetiva de impostos e ampliar o uso de créditos fiscais.

“Os operadores de shoppings brasileiros estão entusiasmados com a Reforma, pois deverão pagar menos IVA e também receber créditos fiscais adicionais de seus fornecedores. Ademais, os centros comerciais vêm apresentando um desempenho muito positivo”, afirmaram Cambauva e Fabris.

Logística e Escritórios

No mercado logístico, a visão é ainda mais otimista, devido à forte demanda por galpões e ao avanço das fusões e aquisições (M&As). Em relação ao segmento de escritórios, destaca-se a recuperação das taxas de ocupação, que tem chamado a atenção.

De acordo com informações do BTG, a administração da LOG Commercial Properties (LOGG3), que se dedica ao desenvolvimento, locação e administração de galpões, considera o cenário atual um dos mais sólidos já registrados, com uma procura robusta em todas as regiões do Brasil e níveis de pré-locação variados entre 80% e 90% até a conclusão dos projetos.

Habitação Popular em Evidência

Entre as incorporadoras, o destaque continua sendo o setor de baixa renda, sendo impulsionado especialmente pelos programas habitacionais do governo federal.

As construtoras que estiveram presentes no evento do BTG informaram que há expectativas de que o orçamento do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) aumente de R$ 146 bilhões, em 2025, para até R$ 208 bilhões, em 2026.

Além disso, também foi ressaltado que a demanda por imóveis populares continua elevada e, mesmo com uma expansão moderada nos lançamentos, o retorno sobre o patrimônio (ROE) deverá continuar em ascensão.

“Nossa percepção a partir da Conferência do BTG Pactual é que tanto as empresas quanto os investidores estão otimistas. Também observamos com bons olhos o mercado imobiliário no Brasil, especialmente em relação à habitação popular. Esse segmento se mostra mais defensivo e menos suscetível às oscilações do cenário macroeconômico, além de contar com um maior suporte governamental em ano eleitoral”, afirmaram os analistas.

Média e Alta Renda Enfrentam Desafios

Por outro lado, os analistas apontaram que as incorporadoras voltadas para a média e alta renda estão “conservadoramente otimistas”.

Embora as vendas se mantenham firmes e os preços apresentem alta, os juros relacionados ao crédito imobiliário ainda impactam negativamente na decisão de compra. Contudo, há uma expectativa de que o início do ciclo de redução das taxas contribua para desbloquear o setor ao longo do tempo.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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