Mudança na Gestão da Brava Energia
Analistas do mercado financeiro interpretam a recente alteração na gestão da Brava Energia (BRAV3) como um possível catalisador para uma administração mais ágil e focada em desalavancagem, retorno aos acionistas e disciplina na alocação de capital.
Renúncia do CEO
Em um comunicado anterior, a empresa anunciou a renúncia de Décio Oddone ao cargo de diretor-presidente (CEO), uma decisão que segue o processo de sucessão previamente planejado pelo executivo. O conselho de administração da petrolífera nomeou Richard Kovacs para assumir a função.
Conhecimento do Novo CEO
Os analistas de um banco relevante destacam a “profunda familiaridade” que Richard Kovacs possui em relação à base de ativos da Brava. Segundo o Santander, a saída de Décio Oddone marca o fim de um ciclo significativo para a companhia, que foi caracterizado por um legado operacional sólido, especialmente referente aos ativos Atlanta e Papa-Terra, os quais passaram a operar de forma mais consistente.
Transição Estrutural
Na perspectiva dos analistas, a nomeação de Kovacs reforça a transição da empresa para uma estrutura que é claramente guiada por seus acionistas de referência. Essa mudança, afirmam, tende a minimizar o risco de desalinhamento entre os acionistas e a gestão, especialmente considerando que o bloco acionário formado pelas empresas Ebrasil, Jive e Queiroz Galvão controla cerca de 21% do capital da companhia.
Foco em Desalavancagem e Geração de Fluxo de Caixa
Para os próximos períodos, o banco antecipa que a Brava Energia poderá intensificar seu foco em desalavancagem, na geração de fluxo de caixa livre ao acionista (FCFE) e na maximização do retorno aos investidores. Entre as alternativas mencionadas para alcançar tais objetivos estão a possibilidade de uma venda parcial ou total de ativos.
Desempenho das Ações
Por volta das 16h, as ações da Brava registravam um aumento de 3%, sendo comercializadas a R$ 17,18, enquanto o petróleo operava em equilíbrio, sem grandes oscilações.
Fonte: www.moneytimes.com.br