O que esperar da AURA33, que já superou o desempenho do ouro?

Aura Minerals (AURA33) apresenta resultados positivos no quarto trimestre de 2025

A XP divulgou um relatório referente aos resultados da Aura Minerals (AURA33) no último trimestre de 2025. Nesse documento, a corretora classificou os números apresentados pela mineradora como “sólidos, porém em linha” com as expectativas do mercado.

Desempenho e perspectivas futuras

O analista Lucas Laghi ressaltou o desempenho robusto da empresa, especialmente em relação aos custos operacionais e à recente aprovação da nova estrada em Borborema, o que resultou em um aumento significativo nas reservas do ativo.

Ao avaliar as perspectivas para o futuro da mineradora, Laghi demonstrou otimismo, prevendo dados positivos impulsionados, principalmente, pelo aumento da produção de MSG e Apoena, pela expansão da capacidade em Borborema, pelo avanço nas operações de mineração subterrânea em Almas, pela boa execução do projeto Era Dourada e pelos preços benéficos do ouro, que atualmente está cotado em cerca de US$ 5.200 por onça.

Entretanto, ele também destacou que a cotação da commodity já apresentou uma alta substancial, assim como ocorreu com o valor de mercado da Aura.

A subida é diferente para quem já está no alto

Os resultados da mineradora para 2025 impressionam ao serem analisados. O BTG Pactual sublinhou que as ações da companhia já haviam aumentado 70% somente em 2026, até o dia 26 de fevereiro, além de terem multiplicado seu valor nos últimos anos. “Um movimento que nunca vimos em nossas carreiras”, observa Leonardo Correa em seu relatório sobre a empresa.

Correa mantém uma análise estrutural positiva sobre a Aura Minerals, acreditando que o ouro cotado acima dos US$ 5.000 por onça ainda representa uma perspectiva otimista para a empresa. Por outro lado, ele alerta que o guidance de 2026 pode motivar realizadores de lucros entre os investidores. Essa perspectiva pode explicar a queda de mais de 7% observada nas ações AURA33 durante o pregão na sexta-feira.

Para o ano em questão, a média das previsões da companhia é produzir 365 mil onças, o que representa uma redução de 6% em relação ao que era esperado pelo BTG. Em adição a isso, o yield foi bastante reduzido, apresentando apenas 1% no trimestre, e as estimativas do banco apontam para uma diminuição de 4% a 5% no EBITDA ao longo do ano. “Não nos surpreenderia ver alguma pressão vendedora no curto prazo”, acrescentou Correa.

Expectativas e o futuro da Aura Minerals

O analista sintetizou, afirmando que todas as visões sobre a Aura estão fortemente conectadas às expectativas, e “a barra estava extremamente alta” para a empresa. Ele comparou sua perspectiva em relação à Aura com a da XP, observando: “Com as ações se valorizando tão rapidamente e nosso preço-alvo já quase alcançado, novos ganhos dependem, em grande parte, da continuidade da alta do ouro.”

Nos últimos 12 meses, a companhia teve uma valorização superior a 400%, enquanto o metal precioso apresentou uma alta entre 70% e 80%. Contudo, na visão do banco, isso não diminui os méritos da Aura. “A companhia continua sendo uma operadora de ouro de alta qualidade na América Latina”, afirmou Correa, que também citou o pipeline de crescimento da empresa, que visa ultrapassar a marca de 600 mil onças em 2026.

Adicionalmente, o analista considera que os fundamentos do mercado do ouro permanecem favoráveis, o que representa uma condição positiva para a Aura, uma vez que a empresa está fortemente exposta à commodity.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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