O tamanho da fraude no Banco Master, de acordo com o diretor da PF

Fraude no Sistema Financeiro Nacional

A fraude que levou à prisão do banqueiro Daniel Vorcaro pode atingir a quantia de R$ 12 bilhões, segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, durante seu depoimento à CPI do Crime Organizado no Senado.

Operação Compliance Zero

Mais cedo, a Polícia Federal deflagrou a operação denominada Compliance Zero, com o objetivo de investigar crimes relacionados ao Sistema Financeiro Nacional. Na ação, os agentes da PF cumpriram cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 mandados de busca e apreensão em diversas localidades, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e o Distrito Federal.

Entre os presos está Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro no Banco Master, conforme informou uma fonte à agência Reuters. O Banco Master, inclusive, foi liquidado pelo Banco Central.

Valores Apreendidos

Em seu depoimento, Rodrigues relatou que, na residência de um dos investigados, foram apreendidos R$ 1,6 milhão em espécie. Ele destacou: “Essa operação de hoje gira em torno de uma fraude de R$ 12 bilhões. Não sei quanto conseguiremos bloquear, mas já apreendemos R$ 1,6 milhão em dinheiro na casa de um investigado nesta ação.”

Investigação em Cima de Títulos Falsos

De acordo com informações do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, a base para a prisão de Vorcaro originou-se de uma investigação conduzida pelo Banco Central. Este trabalho investigou um esquema que envolvia a emissão e negociação de títulos de crédito falsos, que afetaram tanto o Banco Master quanto o Banco de Brasília (BRB). Estima-se que foram negociados cerca de R$ 9 bilhões em créditos que, na realidade, não existiam.

Ação Conjunta

Andrei Rodrigues comentou sobre a relevância da operação, informando: “Estou desde as 5 horas da manhã acordado. Nós estamos realizando uma operação importante, em colaboração com o Banco Central e o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), atuando em conjunto para lidar com crimes contra o sistema financeiro.”

O Money Times está aguardando posicionamento oficial do Banco Master. O BRB, por sua vez, reiterou que sempre atuou de acordo com as normas de compliance e transparência, prestando informações regularmente ao Ministério Público Federal e ao Banco Central sobre todas as operações relacionadas ao Banco Master.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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