Oi (OIBR3) adia divulgação dos resultados dos últimos trimestres de 2025 e não estabelece prazo.

Adiamento na Divulgação de Resultados

A Oi, identificada pelo código OIBR3, comunicou ao mercado na noite de segunda-feira, 23 de outubro, o adiamento da apresentação das demonstrações financeiras referentes ao terceiro e quarto trimestres de 2025, além dos resultados de 2024 como um todo.

Inicialmente, a empresa de telecomunicações estava programada para divulgar seus números no dia 25 de março, com uma apresentação ao mercado programada para o dia seguinte. Contudo, essa divulgação foi suspensa sem que um novo prazo tenha sido estabelecido.

Conforme mencionado no fato relevante, o adiamento se deve ao impacto de eventos relacionados à recuperação judicial nos balanços financeiros da empresa, além dos atuais processos competitivos para a venda de ativos.

A Oi ressalta que esses fatores interferem na elaboração do relatório de gestão, o qual deve ser apresentado pelo administrador judicial à Justiça até o mês de abril, uma etapa necessária dentro do processo de recuperação judicial.

Crise na Oi

No ano passado, a Oi enfrentou a decretação de sua falência pela Justiça do Rio de Janeiro. Entretanto, a desembargadora Mônica Maria Costa, da Primeira Câmara do Direito Privado do TJ-RJ, decidiu suspender os efeitos dessa decretação após recurso apresentado pelos bancos envolvidos.

O Bradesco argumentou que a falência da companhia de telecomunicações não seria a solução mais vantajosa para atender os credores e enfatizou que a decretação de falência não oferecia proteção ao conjunto de envolvidos, considerando a importância dos serviços prestados pela Oi.

Por sua vez, o Itaú sustentou que a recuperação judicial deveria ser mantida, apontando que a falência poderia gerar prejuízos ainda mais sérios para credores e clientes.

Venda da V.tal e Análise da Proposta

A empresa enfrenta desafios na venda de seu principal ativo, a V.tal, uma rede neutra de telecomunicações. Durante a abertura das propostas para essa venda, a companhia recebeu apenas uma oferta pelo ativo, que estava abaixo do preço mínimo estipulado, fixado em R$ 12,3 bilhões.

Dessa forma, a proposta recebida não foi imediatamente aprovada nem rejeitada, sendo encaminhada para uma fase adicional de análise dentro do próprio processo de recuperação judicial.

Agora, cabe aos credores enquadrados na Opção de Reestruturação I, conforme estabelecido no plano de recuperação da companhia, deliberar sobre a oferta apresentada.

*Com informações do Seu Dinheiro.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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