Ônibus elétrico é um caminho irreversível, mas a Marcopolo (POMO4) investe em diversas tecnologias.

Ônibus elétrico é um caminho irreversível, mas a Marcopolo (POMO4) investe em diversas tecnologias.

by Editoria Bolsa e Mercado
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A eletrificação dos ônibus

A Marcopolo (POMO4) considera que a eletrificação dos ônibus representa uma tendência irreversível. No entanto, a empresa não antecipa que os veículos elétricos substituam rapidamente todas as outras tecnologias de propulsão. De acordo com a companhia, ônibus híbridos, a gás, a etanol e, em alguns mercados, movidos a hidrogênio continuarão a integrar o mercado de mobilidade.

Perspectivas do CEO

“O caminho do elétrico é um caminho sem volta. Ele realmente veio para ficar”, declarou André Armaganijan, CEO da Marcopolo, durante entrevista ao programa Money Minds, veiculado no Money Times no YouTube. Ele também enfatizou que a eletrificação “vem para compartilhar espaço com outras alternativas”.

A estratégia da empresa reflete as particularidades dos diferentes mercados em que atua. Fatores como infraestrutura de recarga, disponibilidade de energia, custo do veículo e capacidade de financiamento podem influenciar a adequação de uma tecnologia em relação a outra, dependendo da região, observa o executivo.

Avanços na venda de ônibus elétricos

Segundo Armaganijan, as vendas de ônibus elétricos estão crescendo anualmente, mas a um ritmo inferior ao esperado por diversas projeções anteriores.

Um dos principais desafios enfrentados é a infraestrutura de recarga. Em algumas áreas, a ausência de uma rede elétrica adequada dificulta a operação de uma frota elétrica em grande escala.

Além disso, há um aspecto financeiro a ser considerado. “É um produto que realmente é mais caro do que um ônibus a diesel”, comentou o executivo. Tal condição demanda opções de financiamento que possam compensar o maior investimento inicial exigido.

Apesar das limitações, a Marcopolo já contabiliza, até agosto de 2026, mais vendas de ônibus elétricos do que todo o ano anterior, conforme informado por Armaganijan.

Incorporação de híbridos e etanol na estratégia

A empresa brasileira também está explorando alternativas para os mercados onde a infraestrutura de recarga elétrica ainda é deficiente.

Um exemplo é o ônibus híbrido que utiliza etanol. Neste modelo, um motor movido a etanol é responsável por gerar energia para carregar a bateria, enquanto a tração do veículo é elétrica.

Essa solução aproveita uma característica marcante do mercado brasileiro: a disponibilidade de etanol gerado a partir da cana-de-açúcar. Para a Marcopolo, a diversidade de fontes de energia pode abrir espaço para diferentes tecnologias de ônibus.

Na Argentina, por sua vez, a presença de gás natural apresenta outra oportunidade. Armaganijan menciona as reservas de Vaca Muerta como um fator que pode favorecer o uso de soluções a gás no país.

Desenvolvimentos no uso de hidrogênio

Outra tecnologia que está nos planos da Marcopolo é a utilização de hidrogênio. No entanto, o executivo classifica essa solução como ainda incipiente, principalmente devido ao elevado custo de produção do combustível.

A companhia já fabricou ônibus movidos a hidrogênio para diversos mercados, incluindo Colômbia, Chile, Austrália e Brasil.

Essa experiência contribui para explicar por que a Marcopolo evita concentrar seus esforços em apenas uma tecnologia.

Tecnologia aplicada ao transporte coletivo

A transição energética é apenas uma parte da transformação tecnológica que a empresa prevê. O CEO traça um paralelo entre a evolução dos ônibus e a dos automóveis elétricos, que têm incorporado uma quantidade crescente de tecnologia embarcada.

Para a Marcopolo, sensores, conectividade e inteligência artificial podem melhorar tanto a experiência dos passageiros quanto reduzir os custos para os operadores de transporte.

Entre as possíveis aplicações estão a identificação preventiva de problemas mecânicos, conectividade durante as viagens e sistemas capazes de antecipar necessidades de manutenção.

Portanto, a visão da companhia é de que os ônibus do futuro serão mais tecnológicos, e que tal inovação deverá resultar em maior eficiência operacional.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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