Oportunidades nos Mercados Globais: As Apostas da J.P. Morgan Asset

Oportunidades nos Mercados Globais: As Apostas da J.P. Morgan Asset

by Editoria Bolsa e Mercado
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Perspectivas da J.P. Morgan Asset Management

A J.P. Morgan Asset Management demonstra um otimismo crescente em relação às ações globais, identificando oportunidades, principalmente em segmentos ligados à Inteligência Artificial (IA) nos Estados Unidos e na Ásia. No entanto, a gestora do banco americano também procura oportunidades em setores que não estão diretamente relacionados ao avanço tecnológico. A Marina Valentini, estrategista de mercados globais da J.P. Morgan Asset, compartilhou as principais apostas da empresa durante a Avenue Connection, que ocorreu na terça-feira, dia 15.

Crescimento de Lucros e Impactos da Alta de Juros

Valentini ressalta que as empresas americanas têm demonstrado um crescimento nos lucros previsto para 2026, apesar das incertezas desencadeadas pelo conflito geopolítico no Oriente Médio. A estrategista acrescenta que a esperada elevação da taxa de juros nos Estados Unidos, programada para a reunião de quarta-feira, dia 16, poderá resultar em maior volatilidade nos mercados durante o mês, embora isso não deva comprometer a atratividade das ações.

“A primeira alta de juros pode causar um impacto psicológico no mercado. As empresas com maior endividamento tendem a ser as mais afetadas, exigindo que os investidores adotem uma postura mais seletiva. Contudo, o potencial que se apresenta ainda não pode ser ignorado”, afirma.

Atenção às Hyperscalers

Conforme indicado por Valentini, no próximo ano, os investidores deverão estar especialmente atentos ao retorno sobre investimento das hyperscalers, que são as grandes provedoras de serviços em nuvem. Será fundamental monitorar se o nível de adoção e a receita proveniente da IA conseguem compensar, de maneira sustentável, os investimentos realizados nessa tecnologia. “Não podemos afirmar que estamos vivendo uma bolha de valuation da IA. A questão que se coloca é se estamos diante de uma bolha de lucro”, completa a estrategista.

Oportunidades na Ásia e Diversificação de Investimentos

A J.P. Morgan Asset também identifica oportunidades dentro do mercado asiático, com especial atenção para as empresas fabricantes de semicondutores. Segundo informações de Valentini, os livros de pedidos dessas empresas estão indicando uma demanda crescente por chips, cuja expectativa se estende até 2027, o que fortalece as perspectivas para o setor.

No entanto, a estrategista enfatiza que não se deve restringir a análise apenas às teses ligadas à inteligência artificial. Ela sublinha a importância de diversificar os investimentos ao incluir empresas que não se desempenham mal em um cenário onde a IA possa apresentar dificuldades. Para isso, ela tem incorporado em sua carteira ações de “empresas de valor”, que são aquelas sem altos níveis de endividamento e que estão precificadas abaixo do seu verdadeiro potencial, incluindo players dos setores industrial e financeiro.

E na Renda Fixa?

Valentini esclarece que os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, conhecidos como Treasuries, sofreram pressão por diferentes fatores, dependendo do prazo de vencimento. Na parte curta da curva de rendimento, essa pressão é atribuída ao aumento das expectativas de elevações nas taxas de juros no país. Por outro lado, os vencimentos intermediários foram impactados pela elevação nas emissões de dívida das empresas de tecnologia, o que diminuiu a atratividade relativa dos títulos públicos. Já na extremidade longa da curva, o aumento dos rendimentos reflete principalmente os receios em torno da situação fiscal dos Estados Unidos.

Para Valentini, o mundo atualmente segue um “novo normal”. Depois de um período caracterizado por maior austeridade fiscal, que se estendeu de 2010 a 2019, o cenário mudou significativamente após a pandemia. Esta mudança se manifestou por meio da expansão dos investimentos públicos, especialmente em áreas como infraestrutura e defesa.

Na análise da estrategista, os rendimentos dos títulos de curto prazo não devem passar por uma volatilidade elevada, enquanto as taxas para os vencimentos mais longos ainda enfrentam pressões relacionadas a preocupações fiscais. Nesse contexto, a preferência da J.P. Morgan Asset Management recai sobre os Treasuries com vencimento de dois a cinco anos, além de crédito corporativo americano high yield — títulos que oferecem uma taxa de juros mais elevada devido ao maior risco de crédito —, que atualmente apresentam um retorno de 7,3% ao ano em dólar.

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Fonte: www.estadao.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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