Ouro fecha em queda com recuo de quase 2% na semana; guerra e cortes de juros mais moderados do Fed no horizonte.

Queda do Ouro

O ouro registrou uma queda pelo terceiro dia consecutivo nesta sexta-feira, 13 de outubro, em meio às incertezas relacionadas à duração e às possíveis consequências do conflito no Oriente Médio sobre a economia dos Estados Unidos.

Pressões no Mercado

O metal precioso enfrentou pressão adicional devido às expectativas de cortes de juros mais moderados por parte do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. Esta expectativa surgiu após a divulgação de indicadores econômicos com leituras divergentes.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para entrega em abril encerrou a sessão com uma queda de 1,25%, sendo cotado a US$ 5.061,70 por onça-troy. Já a prata, para entrega em maio, apresentou uma queda mais acentuada de 4,43%, com o preço fixado em US$ 81,343 por onça-troy. Ao longo da semana, as perdas acumuladas foram de 1,92% para o ouro e 3,5% para a prata.

Declarações de Donald Trump

Na mesma data, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a guerra contra o Irã se encerrará quando ele decidir e reiterou que Washington está "dizimando" o país persa. Em uma declaração contundente, o secretário de Defesa e chefe do Pentágono, Pete Hegseth, afirmou que este dia seria o de maior bombardeio americano contra Teerã.

Expectativas de Inflação

O avanço do conflito no Oriente Médio tem alimentado preocupações em relação à inflação global. O banco Swissquote destacou que o impasse tarifário também contribui para essas expectativas. Com o potencial aumento da inflação, os investidores estão ajustando suas apostas quanto à trajetória de juros do Fed, adotando uma postura mais cautelosa, o que, por sua vez, exerce pressão sobre o preço do ouro.

De acordo com informações do CME Group, as chances mais prováveis para um retorno ao ciclo de flexibilização monetária estão concentradas entre setembro e outubro, especialmente após a revisão das cifras do Produto Interno Bruto (PIB) e do índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE) nos Estados Unidos.

Efeito no Dólar

Na análise do ANZ Research, o cenário atual tende a favorecer a valorização do dólar, transformando-o em mais um fator de pressão sobre o metal precioso. O fortalecimento do dólar é atribuído ao seu status de porto seguro, com o aumento nos preços do petróleo beneficiando os Estados Unidos, que se destacam como um exportador líquido de energia.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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