Tarifar o mundo
O economista Paulo Guedes, ex-ministro da Fazenda do Brasil e sócio fundador da gestora YvY Capital, afirmou, em declaração feita nesta terça-feira (25), que a abordagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação às tarifas foi uma demonstração de inabilidade. Guedes observou que, apesar de seus erros, o presidente dos Estados Unidos ainda consegue, de alguma forma, sair vitorioso.
Efeitos das tarifas
Guedes explicou que a economia opera de maneira reativa. Segundo ele, ao impor uma tarifa, gera-se um efeito econômico: "Você meteu a tarifa lá, sobe o preço lá e desce o preço aqui", disse. Esse movimento, para ele, provoca uma reação econômica: "No momento em que a tarifa é imposta, o negócio retorna para cá. Desce o preço aqui e sobe lá". Portanto, ao prejudicar segmentos econômicos em outros locais, "alivia-se aqui", refletiu o ex-ministro sobre a dinâmica que se estabelece.
Democracias e capitalismo
Em seus comentários, Guedes destacou que "as democracias estão balançando, não o capitalismo". Ele enfatizou que, na sua perspectiva, "o capitalismo venceu". Essa afirmação foi feita durante uma palestra em um evento promovido pelo UBS Wealth Management.
Onda conservadora
Guedes observou também uma tendência de onda conservadora que vem se manifestando no Ocidente, citando países como Estados Unidos, Argentina, Bolívia e Canadá. Ele mencionou que, em relação ao Canadá, as disputas que ocorreram com Trump resultaram na vitória de um presidente que advoga a tese do nacionalismo. "Essa tsunami conservadora é o espírito do nosso tempo", declarou Guedes.
Mudança na ordem mundial
Em diversos momentos de sua fala, Guedes enfatizou que a ordem mundial está passando por transformações significativas. Ele comentou sobre sua própria decisão de manter um perfil discreto, afirmando que "não ajuda jogar contra". O ex-ministro também afirmou que o Brasil será disputado como uma potência, um reflexo das mudanças geopolíticas em curso.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


