A Paralisação do Governo dos EUA
O impasse no Congresso dos Estados Unidos para alcançar um acordo orçamentário resultou na 15ª paralisação do governo, desde o ano de 1981. A última vez que ocorreu um "shutdown" foi durante a presidência de Donald Trump.
Histórico de Paralisações
Esta paralisação marca a mais extensa na história dos Estados Unidos, com duração de 35 dias, que aconteceu entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019, durante o primeiro mandato de Trump. Naquele momento, a disputa girava em torno da segurança na fronteira do país.
Reações Políticas
Chuck Schumer, líder dos democratas no Senado, expressou em um discurso no plenário que "tudo o que eles querem fazer é tentar nos intimidar. E não vão conseguir". Esta declaração se seguiu a uma reunião na Casa Branca com Trump e outros líderes do Congresso, que terminou com ambos os partidos sem um consenso estabelecido.
Impactos da Paralisação
Agências de notícias alertaram que a nova paralisação resultará na interrupção da divulgação do relatório de emprego referente ao mês de setembro, além de provocar atrasos em voos comerciais, suspensão de pesquisas científicas e retenção de pagamentos para as tropas dos Estados Unidos. Estima-se que cerca de 750 mil funcionários federais sejam dispensados, resultando em um custo diário de aproximadamente US$ 400 milhões.
Advertências do Presidente
O ex-presidente Donald Trump advertiu os democratas no Congresso de que uma paralisação poderia abrir espaço para ações "irreversíveis", como cortes adicionais de empregos e programas governamentais.
Visão dos Líderes do Senado
John Thune, líder da maioria no Senado, caracterizou o projeto de lei de gastos de curto prazo que não foi aprovado como uma medida "apartidária". Ele frisou que não continha os subsídios políticos que os democratas aceitaram em anos anteriores.
Contexto Legislativo
Atualmente, os republicanos, aliados a Trump, possuem a maioria em ambas as casas do Congresso. Contudo, as regras legislativas estipulam que para a aprovação da legislação de gastos, são necessários 60 votos dentre os 100 senadores. Isso implica que, pelo menos, sete democratas devem votar a favor para que um projeto de financiamento seja aprovado.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br