Gastos dos Consumidores nos Estados Unidos
Os gastos dos consumidores dos Estados Unidos apresentaram um aumento ligeiramente superior ao esperado em janeiro, o que, juntamente com a persistente força da inflação subjacente e a continuidade do conflito no Oriente Médio, fortalece a perspectiva dos economistas de que o Federal Reserve não fará cortes na taxa de juros em um futuro próximo.
Aumento dos Gastos
De acordo com o Escritório de Análises Econômicas do Departamento de Comércio, os gastos dos consumidores, que representam mais de dois terços da atividade econômica, aumentaram 0,4% em janeiro, mantendo a mesma taxa registrada em dezembro. Economistas estavam prevendo um aumento de 0,3% neste período.
Recuperação dos Dados
O Escritório menciona que ainda está recuperando a divulgação de dados após os atrasos provocados pela paralisação do governo no ano anterior.
Impactos da Guerra no Consumo
Os gastos dos consumidores podem sofrer impactos devido à guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, o que elevou os preços do petróleo. Os preços da gasolina no varejo tiveram um aumento superior a 20%, alcançando US$ 3,60 por galão desde o início do conflito, conforme dados divulgados pelo grupo de defesa dos motoristas, AAA.
Volatilidade no Mercado de Ações
O conflito também gerou volatilidade no mercado de ações, e os economistas alertam para a possibilidade de diminuição da riqueza entre as famílias com rendimentos mais altos, o que poderia levar algumas delas a reduzir seus gastos. As famílias de alta renda são responsáveis por uma parcela significativa dos gastos dos consumidores e do crescimento econômico. Já as famílias de baixa renda têm limitado seus gastos devido ao aumento nos preços dos produtos causado por tarifas sobre importações.
Níveis de Inflação
A inflação já apresentava níveis elevados antes do início do conflito. O índice de preços PCE (Personal Consumption Expenditures) subiu 0,3% em janeiro, após um incremento de 0,4% em dezembro.
Análise do Índice PCE
No acumulado dos 12 meses até janeiro, o PCE teve um aumento de 2,8%, uma leve queda em relação aos 2,9% registrados em dezembro. Excluindo os componentes mais voláteis de alimentos e energia, o PCE também cresceu 0,4%, mantendo a mesma taxa do mês anterior. Economistas projetavam uma alta de 0,4% para o núcleo do PCE em janeiro. Ao longo de 12 meses, o núcleo registrou um aumento de 3,1%, comparado a 3,0% em dezembro.
Expectativas do Banco Central
O banco central dos Estados Unidos, o Federal Reserve, acompanha as medidas de inflação do índice PCE com o objetivo de atingir sua meta de 2%. As expectativas são de que o Fed mantenha sua taxa de juros de referência na faixa de 3,50% a 3,75% na reunião agendada para a próxima quarta-feira, dia 18.
Previsões para o Futuro
Economistas apontam que a janela para cortes nas taxas de juros está se fechando, com os mercados financeiros prevendo a probabilidade de uma única redução ao longo deste ano, prevista para setembro.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br