PDVSA solicita redução na produção de petróleo das joint ventures, afirmam fontes.

PDVSA Solicita Redução da Produção de Petróleo

A estatal petrolífera venezuelana PDVSA está orientando algumas joint ventures a reduzirem a produção de petróleo bruto em meio à interrupção das exportações. Essa informação foi divulgada por três fontes próximas à decisão neste domingo (4), aumentando a pressão sobre um governo interino que busca se manter no poder.

Medidas Implementadas

As ações da PDVSA incluem o fechamento de campos petrolíferos ou conjuntos de poços, à medida que os estoques armazenados em terra crescem e a empresa enfrenta a falta de diluentes para misturar com o petróleo bruto pesado da Venezuela, necessário para o envio.

Contexto Político

Caracas enfrenta uma crise política sob um governo interino, após o presidente Nicolás Maduro e sua esposa terem sido retirados do país por forças americanas no sábado (3).

Paralisação das Exportações

As exportações de petróleo do país, que é membro da OPEP e cuja principal fonte de receita são os hidrocarbonetos, estão paralisadas devido ao bloqueio imposto pelos EUA a navios-tanque em decorrência de sanções, além da apreensão de duas cargas de petróleo no mês passado.

As cargas da Chevron com destino aos EUA foram uma exceção, continuando a ser transportadas, visto que a empresa possui uma licença de Washington para suas operações. Contudo, desde quinta-feira (1°), essas cargas também foram interrompidas, conforme evidenciado por dados de transporte marítimo divulgados no domingo.

Embargo e Decisões Governamentais

Com o anúncio da prisão de Maduro e a implementação de uma transição supervisionada pelos EUA, o presidente Donald Trump afirmou no sábado que um "embargo de petróleo" ao país estava em vigor, o que impacta diretamente a capacidade de exportação da Venezuela.

Diretrizes da PDVSA

O pedido da PDVSA para a redução da produção de petróleo se estende a várias joint ventures, incluindo a Petrolera Sinovensa da CNPC (China National Petroleum Corporation), além da Petropiar e petroboscan da Chevron, e a Petromonagas, conforme afirmaram as fontes consultadas.

A Petromonagas, que anteriormente era operada pela PDVSA e pela estatal russa Roszarubezhneft, agora está sob administração exclusiva da PDVSA.

Reações das Empresas

A PDVSA e a CNPC ainda não responderam aos pedidos de comentários sobre a situação. A Chevron declarou no domingo que continua a operar "em total conformidade com todas as leis e regulamentos aplicáveis", embora não tenha fornecido mais detalhes.

Ações em Campo

No domingo, trabalhadores da Sinovensa estavam se preparando para desconectar até dez grupos de poços, em resposta a um pedido da PDVSA, devido ao acúmulo excessivo de petróleo bruto extrapesado e à escassez de diluentes. Contudo, a fonte indicou que os poços poderiam ser reconectados de maneira rápida no futuro.

Por outro lado, a Chevron ainda não havia reduzido a produção, uma vez que possui espaço para armazenar petróleo, principalmente na Petropiar, e os navios-tanque continuam a carregar normalmente.

Desafios de Armazenamento

Entretanto, suas embarcações não deixaram as águas territoriais do país nos últimos dias, e a capacidade de armazenamento na Petroboscan é limitada, o que pode levar a cortes em breve, de acordo com outra fonte.

Declarações Oficiais

A ministra do petróleo da Venezuela, Delcy Rodríguez, que atualmente é a presidente interina do país, afirmou no mês passado que a Venezuela continuaria a produzir e exportar petróleo, apesar das restrições impostas pelos EUA.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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