O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL) do Rio de Janeiro, na reta final da disputa presidencial. Contudo, os dois candidatos continuam tecnicamente empatados em uma possível votação de segundo turno, conforme revela nova pesquisa realizada pelo BTG/Nexus e divulgada nesta segunda-feira, dia 28.
No cenário de votação estimulado para o primeiro turno, Lula é indicado por 42% dos entrevistados, enquanto Flávio Bolsonaro tem 37%. Na pesquisa anterior, realizada uma semana antes, o presidente contava com 40% das intenções de voto, e Flávio Bolsonaro permanecia com os mesmos 37% de apoio.
Assim, a diferença entre os dois candidatos passou de três para cinco pontos percentuais. Levando em consideração uma margem de erro de dois pontos percentuais, que pode ser para mais ou para menos, Lula se posiciona à frente de Flávio no cenário do primeiro turno.
Augusto Cury e Ronaldo Caiado aparecem empatados com 5% cada um. Renan Santos apresenta 4%, enquanto Romeu Zema e Samara registram, cada um, 1%. Adicionalmente, 3% dos entrevistados escolheram a opção de votos em branco, nulos ou afirmaram não ter selecionado nenhum candidato, e 2% não souberam ou não responderam à pesquisa.
Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, Lula contabiliza 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro detém 35%.
Cenário do segundo turno
Ao realizar uma simulação direta do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente obtém 46% das intenções de voto, enquanto o senador apresenta 44%. A diferença de dois pontos porcentuais está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais, o que configura, portanto, um empate técnico entre os dois.
Na rodada anterior, a pesquisa apontou que Lula também detinha 46%, enquanto Flávio contava com 45% das intenções de voto.
Nos demais confrontos analisados, Lula aparece numericamente à frente dos adversários. No embate com Romeu Zema, Lula alcança 48% contra 39%. Frente a Ronaldo Caiado, seu índice é de 46% a 42%. Em relação a Renan Santos, Lula registra 48% a 35%. Por fim, em um potencial confronto com Augusto Cury, o placar é de 46% para Lula contra 42% para Cury.
Decisão de voto
A pesquisa não apenas indica os percentuais de intenções de voto, mas também revela um elevado grau de consolidação das decisões dos eleitores na fase final da campanha eleitoral.
Entre os eleitores que já escolheram um candidato para o primeiro turno, 87% afirmaram que essa decisão é definitiva e que não planejam alterar seu voto.
No universo dos eleitores de Lula, 92% afirmam que a escolha já está tomada. No caso de Flávio Bolsonaro, esse percentual é de 91% dos que dizem que pretendem manter a escolha.
Para um eventual segundo turno, entre os entrevistados que já expressaram preferência, 92% afirmam que o voto está decidido, enquanto apenas 7% admitiram a possibilidade de mudança de voto.
Rejeição por parte dos eleitores
A pesquisa também revela índices de rejeição para os candidatos. Flávio Bolsonaro apresenta uma taxa de rejeição de 51%, aumento em comparação aos 50% da pesquisa anterior. Por outro lado, Lula registra 48% de rejeição, uma diminuição em relação ao levantamento anterior, em que o índice estava em 50%. Quando questionados se votariam ou considerariam votar em determinado candidato, Lula aparece com 50% de aceitação, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 47%.
Fatores que influenciam a escolha dos eleitores
A economia se destaca como um dos principais fatores considerados pelos eleitores na hora de escolher um candidato à Presidência da República. Além disso, entre os motivos frequentemente citados, estão as acusações de corrupção e a rejeição a outros candidatos.
Questões como saúde, educação, segurança pública e a situação financeira pessoal também desempenham um papel relevante na decisão de voto, de acordo com os dados da pesquisa.
Para os eleitores de Lula, a rejeição aos adversários é o principal motivo para justificar sua escolha. Já as questões relacionadas à educação e saúde vêm em seguida. Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, as acusações de corrupção e a situação da economia são os principais aspectos que justificam sua escolha.
A pesquisa também questionou os entrevistados sobre suas expectativas em relação à economia. A parcela que acredita em uma melhora da atividade econômica dentro dos próximos seis meses aumentou para 46%, comparado a 36% do levantamento realizado três semanas antes.
Avaliação da administração atual
Os resultados do levantamento ainda mostram que 46% dos participantes aprovam o trabalho do presidente Lula em sua gestão, enquanto 49% desaprovam. Com relação à avaliação geral da administração, 36% dos entrevistados categorizam o governo como ótimo ou bom, 19% a consideram regular, e 45% acreditam que a gestão é ruim ou péssima.
Dados metodológicos da pesquisa
A pesquisa BTG/Nexus foi realizada com 2 mil eleitores entrevistados por telefone entre os dias 25 e 27 de setembro, utilizando o sistema de Coleta de Dados por Telefone, conhecido como CATI. A margem de erro para a pesquisa é de 2 pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%.
A amostra coletada considera critérios como sexo, idade, escolaridade, tipo de telefone e DDD. O levantamento está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07557/2026.
Fonte: timesbrasil.com.br
