Frequentemente, em relacionamentos, os opostos realmente se atraem. As diferenças podem trazer novidade e prazer, e costumam ser o que nos atrai uns aos outros no início da relação.
No entanto, como psicólogo que estuda casais e também sou marido, posso afirmar com confiança que a saúde dos relacionamentos a longo prazo depende menos do quão diferentes duas pessoas são e mais do que elas realmente têm em comum. Encontrar um terreno compartilhado é uma das maneiras mais importantes para que os parceiros construam um ritmo juntos, e esse ritmo pode influenciar a duração do relacionamento.
A seguir, apresentamos cinco aspectos que as pessoas em relacionamentos mais felizes compartilham com seus parceiros.
1. Um senso de humor compartilhado
Não é necessário que os parceiros tenham o mesmo comediante favorito ou o mesmo filme de comédia preferido para compartilhar um senso de humor. O que realmente importa é que eles riam juntos — e que isso aconteça com frequência.
Casais saudáveis costumam achar as mesmas coisas engraçadas na vida cotidiana. Usam o humor a seu favor: transformando momentos frustrantes em situações gerenciáveis e construindo um banco comum de piadas internas e referências.
Com o tempo, esse humor se torna um lembrete leve, mas poderoso, de tudo o que já enfrentaram juntos.
2. Estilos de comunicação semelhantes
Os casais mais saudáveis tendem a abordar conversas difíceis de forma sincronizada. Para alguns, isso significa discutir os problemas assim que eles surgem; para outros, significa dar espaço um ao outro para processar antes de se reunirem novamente.
Ambas as abordagens podem funcionar. O que importa é que ambos os parceiros estejam alinhados.
Ninguém se sente pego de surpresa ou ignorado, pois eles concordaram sobre quando e como revisitar questões delicadas. Expectativas compartilhadas como essas são essenciais para que duas pessoas possam confiar uma na outra, sabendo que não desaparecerão quando as coisas se tornarem difíceis.
3. Necessidades sociais alinhadas
Nem todo casal é composto por dois extrovertidos perfeitamente compatíveis ou dois reservados. No entanto, geralmente, casais saudáveis estão em sintonia quanto à quantidade de interação social que é considerada ideal para eles.
Raramente discutem se devem sair ou ficar em casa, pois possuem limites semelhantes. Costumam estar na mesma página sobre quanto tempo e energia desejam gastar em festas, jantares ou eventos familiares.
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E quando desejam coisas diferentes — por exemplo, um quer ver amigos enquanto o outro precisa de um tempo para recarregar — eles lidam com isso sem culpa ou frustração. Não há arrasto forçado, comentários passivo-agressivos, nem punições por precisar de coisas diferentes.
Essa sensação de equilíbrio evita que a vida social se torne uma fonte recorrente de tensão.
4. Curiosidade por artes e cultura
Outro traço que permeia relacionamentos fortes é a curiosidade compartilhada sobre arte e cultura. Casais felizes não precisam ter playlists idênticas ou autores favoritos, mas valorizam a exploração conjunta.
Eles costumam ir a shows, experimentar novos restaurantes ou assistir a filmes que nenhum dos dois viu antes. Mesmo quando seus gostos são diferentes, têm curiosidade sobre as opiniões um do outro.
Essa abertura significa que experiências culturais nunca são recebidas com um desprezível “Por que você gosta disso?” Ao contrário, tornam-se uma fonte de conexão e até de debates saudáveis.
5. Interesse genuíno um pelo outro
Este aspecto é simples, mas frequentemente negligenciado: casais saudáveis permanecem genuinamente interessados um no outro.
Não há “perseguição”, nem jogos, nem desequilíbrio em relação a quem mantém a afeição viva. A atenção flui naturalmente entre os dois. Eles continuam a flertar, a elogiar e a fazer perguntas um ao outro, mesmo quando já conhecem as respostas.
Essa curiosidade amorosa e persistente é o que faz com que ambos se sintam vistos e desejados. Não é necessário competir pela afeição do outro; eles se amam livremente e com frequência. Embora opostos possam se atrair, são os valores compartilhados e a curiosidade mútua que ajudam um relacionamento a perdurar.
Mark Travers, PhD, é psicólogo especializado em relacionamentos. Ele possui diplomas pela Cornell University e pela University of Colorado Boulder. É o psicólogo principal da Awake Therapy, uma empresa de telemedicina que oferece terapia online, aconselhamento e coaching. Além disso, é o curador do popular site de saúde mental e bem-estar, Therapytips.org.
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Fonte: www.cnbc.com