Preços do Petróleo Disparam
A tensão no Oriente Médio levou a um aumento significativo nos preços do petróleo nesta quinta-feira, com o valor do barril de petróleo Brent ultrapassando a marca dos cem dólares. A situação tensa da região geopolítica tem gerado incertezas no mercado global.
Projeções do Bank of America
O Bank of America (BofA) revisou sua estimativa para o preço do Brent no segundo semestre de 2026, elevando-a para US$ 95 por barril, acima dos US$ 83 anteriores. O banco justificou essa alteração citando as contínuas escaramuças geopolíticas que podem se intensificar até o final do ano.
Expectativas para 2027
Para o ano de 2027, a instituição financeira prevê que o preço do Brent mantenha uma média em torno de US$ 80 por barril, impulsionado pela queima de estoques. Entretanto, o BofA também ressalta a possibilidade de um aumento do risco de cauda, indicando que se as interrupções na oferta persistirem ou se houver mais danos às infraestruturas energéticas, o preço do petróleo pode escalonar para além de US$ 150 a fim de conter a demanda global.
Cenário de Choque Energético
Em um relatório semanal sobre energia, o BofA observou que o choque atual no mercado de petróleo começou a assumir características estruturais, especialmente em razão do conflito entre os Estados Unidos e o Irã e de ataques à infraestrutura energética. Essas circunstâncias têm diminuído a disponibilidade de petróleo e seus derivados, além de restringir o fluxo nos estreitos de Ormuz e Bab el Mandeb, que são rotas marítimas cruciais para a distribuição do produto.
Impacto nas Disrupturas de Oferta
O banco estima que as interrupções no estreito de Ormuz podem ter alcançado um pico próximo a 14 milhões de barris por dia e, nos períodos mais recentes, os números têm variado entre 4 milhões e 8 milhões de barris por dia, apresentando-se significativamente abaixo dos níveis anteriores ao conflito.
Além disso, o BofA destaca que, juntamente com as perdas de oferta na região do Oriente Médio e na Rússia, e as paradas em refinarias, a redução na exportação de derivados pela China tem contribuído para a pressão sobre o mercado global de combustíveis. Essa situação resulta em estoques extremamente baixos e margens de refino elevadas, indicando uma capacidade de refino limitada.
Estoque Global e Expectativas de Mercado
O banco afirma que os estoques globais estão sendo rapidamente consumidos e que as reservas estratégicas da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) já apresentaram uma redução significativa. O comércio físico de petróleo tem sido negociado a prêmios elevados em relação aos contratos futuros, refletindo a atual escassez no mercado.
Pressão sobre Inflação e Juros
No contexto macroeconômico, o BofA indica que o choque energético tem exercido pressão sobre as expectativas de inflação e nas taxas de juros. O relatório menciona uma alta de aproximadamente 100 pontos-base nos yields (rendimentos) de títulos soberanos de 10 anos em economias desenvolvidas como resultado desse fenômeno.
Resiliência da Atividade Econômica
Apesar das tensões do mercado, o BofA acredita que a atividade global está lidando com esse choque melhor do que o esperado, sustentada por condições fiscais e monetárias ainda propensas, crescimento nominal robusto e uma demanda resiliente nos setores relacionados à defesa e ao investimento em inteligência artificial.
O banco constata que os Estados Unidos estão relativamente bem posicionados neste contexto, tendo ampliado sua participação no mercado global de petróleo e gás, além de serem grandes exportadores líquidos, o que os coloca em uma vantagem competitiva em meio a essas flutuações de mercado.
*Conteúdo elaborado com auxílio de inteligência artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast.
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Fonte: www.estadao.com.br
