Petróleo Brent ultrapassa US$ 104 em meio a tensões entre EUA e Irã e atenção voltada ao Estreito de Ormuz

Petróleo Brent ultrapassa US$ 104 em meio a tensões entre EUA e Irã e atenção voltada ao Estreito de Ormuz

by Editoria Bolsa e Mercado
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Os preços do petróleo apresentaram uma alta significativa na quinta-feira, ampliando os ganhos da sessão anterior, enquanto os investidores analisavam os desdobramentos diplomáticos entre os Estados Unidos e o Irã, além das perspectivas para os embarques de energia pelo Estreito de Ormuz.

Às 05h01 (horário de Brasília), os contratos futuros do petróleo Brent registravam uma alta de 1,1%, alcançando o valor de US$ 104,19 por barril. Já os contratos futuros do petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, tiveram um aumento de 0,9%, sendo negociados a US$ 92,99 por barril.

Na quarta-feira, o Brent já havia fechado com um crescimento superior a 3%, enquanto o WTI apresentava uma alta quase de 2%.

Essas oscilações de preços foram influenciadas por declarações feitas pelo presidente iraniano Masoud Pezeshkian durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, onde ele afirmou que o Irã não cederia à pressão dos EUA, ao mesmo tempo em que expressou que Teerã estava aberta à diplomacia.

Os comentários de Pezeshkian surgiram após uma ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de “aniquilar” o Irã caso as hostilidades aumentassem.

O Estreito de Ormuz em destaque

Um alto funcionário iraniano comunicou à Reuters que Teerã estava avaliando a resposta de Washington a uma proposta iraniana que visava encerrar as hostilidades, destacando que ainda existiam divergências entre as duas partes. As discussões entre os envolvidos incluíram a reabertura do Estreito de Ormuz e a possibilidade de levantamento do bloqueio americano que impacta os portos iranianos.

O Estreito de Ormuz continua sendo um ponto central para os mercados de energia, dada a sua importância como rota para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito. O tráfego de embarcações através dessa hidrovia teve uma diminuição substancial durante o período de conflito entre as duas nações.

As expectativas em relação ao aumento da oferta no Golfo Pérsico foram previamente alimentadas pela retomada das operações do Oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita. Este oleoduto permite que o petróleo bruto seja transportado até o Mar Vermelho, contornando assim o Estreito de Ormuz. O fluxo das operações foi reiniciado em um ritmo reduzido após uma interrupção que ocorreu no início de setembro.

Os mercados seguem avaliando como as negociações diplomáticas e as condições de transporte marítimo na região poderão influenciar a disponibilidade de petróleo.

Aumento dos preços do petróleo intensifica o debate sobre as taxas de juros

O aumento nos preços do petróleo coincidiu com a divulgação de dados mais robustos sobre a atividade empresarial nos Estados Unidos, o que contribuiu para uma reavaliação das perspectivas relacionadas à inflação e à política monetária do Federal Reserve.

Na reunião anterior do Federal Reserve, as taxas de juros foram elevadas em um quarto de ponto percentual.

Analistas da BCA Research destacaram que “os preços mais altos do petróleo possuem um papel relevante na modificação da abordagem do Fed em relação à política monetária e na elevação da taxa de juros da semana anterior, especialmente considerando que as preocupações sobre a inflação persistem”.

Esses comentários refletem a perspectiva da BCA Research sobre a interrelação entre os preços da energia e as expectativas do mercado em relação à política monetária. As futuras decisões do Federal Reserve serão baseadas em dados econômicos subsequentes e nas avaliações feitas pelos formuladores de política.

Aumento nos estoques de petróleo bruto dos EUA

Conforme informações da Administração de Informação de Energia (EIA), os estoques comerciais de petróleo bruto nos Estados Unidos aumentaram em cerca de 3 milhões de barris, totalizando 426,4 milhões de barris na semana encerrada em 18 de setembro.

Esse aumento contrasta com as expectativas que indicavam uma queda de 640.000 barris, conforme mencionado nos materiais disponíveis.

Os estoques de gasolina sofreram uma diminuição de 1,7 milhão de barris, enquanto os estoques de destilados, que incluem diesel e óleo para aquecimento, apresentaram uma redução de 400 mil barris.

Em relação a uma outra questão, os materiais indicaram que a Casa Branca estava considerando a implementação de uma restrição de 90 dias às exportações de diesel. Após a divulgação dessa notícia, os contratos futuros de diesel com ultrabaixo teor de enxofre nos Estados Unidos apresentaram uma queda na quarta-feira.

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Fonte: br.advfn.com

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