WTI e Brent fecham em queda. Petrobras oscila na B3 enquanto ADRs têm desempenho misto em Nova York.
O mercado internacional de petróleo iniciou a semana com um clima de cautela, à medida que investidores reagiram ao aumento das preocupações acerca do excesso de oferta global, bem como à possibilidade de que novos barris de petróleo originários da Rússia retornem ao mercado internacional. Esse movimento impactou diretamente as cotações do petróleo logo na abertura desta segunda-feira, dia 15 de dezembro, influenciando o desempenho das principais petroleiras tanto na B3 quanto nas bolsas internacionais.
Petróleo fecha em queda: WTI e Brent recuam mais de 1%
O Óleo Brent (CCOM:OILBRENT) encerrou o dia cotado a US$ 60,23, apresentando uma queda de US$ 0,89 ou 1,46%, após oscilar entre US$ 61,33 (MÁX) e US$ 60,02 (MIN). A abertura ocorreu em US$ 61,14.
Por sua vez, o Petróleo WTI (CCOM:OILCRUDE) também seguiu o mesmo movimento, fechando a US$ 56,54, com um recuo de US$ 0,89 ou 1,55%, tendo atingido valores máximos de US$ 57,62 e mínimos de US$ 56,27. A abertura foi registrada em US$ 57,46.
Essa pressão em direção à baixa reflete um mercado que continua sensível ao risco de excesso de oferta, especialmente diante de sinais de avanços em negociações internacionais que podem levar à liberação de mais petróleo no curto prazo.
Fatores que influenciaram o mercado hoje
- Expectativa de acordo internacional: Avanços diplomáticos alimentaram a percepção de que sanções ao petróleo russo podem ser flexibilizadas, o que ampliaria a oferta global.
- Oferta elevada: Relatórios recentes indicam que a produção global permanece acima da demanda projetada para o início de 2026.
- Greve no setor brasileiro: A paralisação dos petroleiros no Brasil causou um ruído no mercado, mas sem um impacto operacional significativo.
- Tensões geopolíticas: Conflitos envolvendo os EUA e a Venezuela provocaram volatilidade, porém não sustentaram os preços.
Petrobras oscila na B3 e ADRs fecham mistas em Wall Street
A Petrobras (BOV:PETR3) | (BOV:PETR4) | (NYSE:PBR) | (NYSE:PBR.A) teve um pregão marcado por movimentos divergentes.
- PETR3 recuou 0,42%, encerrando o dia a R$ 33,14, após oscilar entre R$ 33,51 (MÁX) e R$ 33,08 (MIN).
- PETR4 apresentou uma alta de 0,38%, fechando a R$ 31,71, com a máxima registrada em R$ 31,90.
No mercado americano, os ADRs exibiram um comportamento influenciado pela cautela predominante:
- PBR permaneceu estável, encerrando a US$ 12,18.
- PBR.A subiu 0,17%, fechando a US$ 11,67.
A greve nacional dos petroleiros, que teve início hoje, não teve impacto na produção, conforme comunicado oficial da estatal, ajudando a manter a volatilidade dos papéis sob controle.
Outras petroleiras brasileiras avançam na B3
Entre as companhias independentes listadas na B3, o dia foi marcado por leve alta:
- PRIO3 (BOV:PRIO3) subiu 0,25%, fechando a R$ 39,51.
- RECV3 (BOV:RECV3) avançou 0,37%, encerrando a R$ 10,75.
- BRAV3 (BOV:BRAV3) teve uma alta expressiva de 2,97%, fechando a R$ 13,85.
O setor se mostrou beneficiado pela percepção de que empresas independentes tendem a responder de maneira mais ágil a ajustes em cenários de volatilidade.
Gigantes internacionais do petróleo fecham majoritariamente em queda
As principais petroleiras globais listadas em bolsas internacionais seguiram a tendência de recuo das commodities:
- Exxon Mobil (NYSE:XOM) caiu 0,83%, fechando a US$ 117,83.
- Chernron (NYSE:CVX) teve uma queda de 0,08%, encerrando a US$ 149,87.
- ConocoPhillips (NYSE:COP) caiu 1,36%, terminando o dia a US$ 94,24.
- Shell (LSE:SHEL) apresentou uma leve alta de 0,45%, fechando a £ 2.698,50.
- ENI (EU:E) caiu 0,32%, fechando a € 37,48.
- Equinor (TG:EQNR) recuou 0,76%, terminando a € 22,88.
- TotalEnergies (EU:TTE) caiu 0,16%, encerrando a € 55,50.
O desempenho negativo reflete a combinação de preços mais baixos do petróleo e as projeções de demanda global que se mostram mais fracas para o início de 2026.
Panorama global: majors ajustam estratégias em meio à pressão nos preços
Empresas europeias, como TotalEnergies (EU:TTE) e ENI (EU:E), mantêm o foco na diversificação energética, mas enfrentam desafios devido à queda prolongada dos preços do barril de petróleo.
Fonte: br.-.com


