O petróleo disparou nesta segunda-feira, 28 de agosto, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter rejeitado a proposta de paz apresentada pelo Irã. Essa situação intensificou as preocupações relacionadas ao fluxo no Estreito de Ormuz, o que acabou pressionando os mercados globais. A analista e editora de Economia da CNN, Lucinda Pinto, comentou sobre o tema durante a programação CNN Prime Time.
O barril do petróleo tipo Brent, uma referência no mercado, chegou a registrar um aumento superior a 4% durante o pregão, encerrando o dia com um crescimento de 0,90%, precificado em US$ 105.
Lucinda fez uma análise sobre o movimento dos mercados e observou que a instabilidade deverá persistir nos próximos dias. “O mercado imaginava que a gente entraria em algum momento num equilíbrio, numa estabilização do preço, mas não é isso que está acontecendo”, afirmou a analista.
Petróleo e mercados globais sob pressão
O petróleo tipo WTI, outra importante referência, também apresentou valorização, subindo 0,21% e finalizando o pregão a US$ 92,60. A percepção de que a capacidade de fluxo no Estreito de Ormuz continuará limitada foi identificada como o principal fator que impulsionou o aumento nos preços das commodities energéticas.
De acordo com Lucinda, os investidores estão se preparando para um período de apreensão em relação aos impactos desse movimento sobre a inflação, as taxas de juros e o cenário econômico global.
Bolsa brasileira recua com dupla pressão
No Brasil, o índice Ibovespa fechou com uma queda de 0,26%. Essa retração foi influenciada simultaneamente pelo contexto externo e pela aproximação das eleições no país. Apesar do desempenho positivo das ações de empresas petrolíferas, o índice não conseguiu apresentar recuperação.
“Estamos na contagem regressiva, chegamos a poucos dias da eleição sem nenhuma clareza sobre o que vai acontecer”, sinalizou Lucinda, enfatizando que o cenário político está “bastante disputado”, o que torna o mercado mais cauteloso.
O dólar também refletiu a tensão do cenário global, registrando uma alta de 0,83% e encerrando o dia cotado a R$ 5,22. A analista atribuiu a valorização da moeda americana ao efeito da preocupação com o conflito internacional sobre os ativos domésticos.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
