Preços do Petróleo e Tensão no Oriente Médio
O preço do petróleo aumentou significativamente nos últimos dias, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio, que envolvem os Estados Unidos, Israel e Irã. Na última segunda-feira, dia 9, o tipo brent da commodity alcançou a marca de US$ 119 no mercado à vista, o que representa o maior nível desde 2021, durante a pandemia de covid-19.
Esse aumento de preços pode ser atribuído, em grande parte, à situação do estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o transporte do petróleo produzido no Oriente Médio. De acordo com declarações do governo iraniano, o estreito está fechado, o que exacerba as preocupações com o fornecimento.
Na terça-feira, dia 10, os preços do petróleo começaram a cair rapidamente, chegando a US$ 90, após comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, indicando que a guerra no Irã poderia terminar em breve.
Com esse panorama, o Ibovespa, que também estava sob pressão devido ao conflito, apresentou sinais de “alívio”. Durante o pregão desta terça-feira, o índice chegou a mostrar uma alta de 1,62% no início da tarde.
De qualquer maneira, as dimensões do conflito ainda são incertas, e não há previsões para a restauração das atividades “integrais” no estreito de Ormuz.
Esse contexto poderá continuar elevando os preços, o que, por um lado, tende a intensificar a aversão ao risco nos mercados globais. Por outro lado, pode também beneficiar ações vinculadas ao setor de petróleo e gás. Nesse cenário, como os investidores devem se posicionar?
Os Impactos do Conflito no Oriente Médio para os Ativos Brasileiros
“A guerra deve ter um caráter mais transitório do que permanente no mercado brasileiro”, afirma Rodolfo Amstalden, CEO da Empiricus, em um conteúdo divulgado para assinantes no último dia 4 de março. “O aumento no preço do petróleo não é necessariamente ruim para o Brasil”.
A lógica por trás dessa análise está relacionada à exportação do petróleo brasileiro, que pode atender à demanda que não está sendo suprida pelo Oriente Médio neste momento.
“Por questões humanitárias, a expectativa é que a guerra não aconteça. No entanto, o Brasil é um dos principais exportadores de petróleo em todo o mundo. Na verdade, o país pode ser mais beneficiado do que a própria Rússia”, observa. E conclui:
“Isso pode ter efeitos positivos no crescimento do PIB brasileiro e na redução do déficit fiscal, pois gera significativas receitas tributárias. Embora haja um leve impacto no IPCA, não é algo fora do normal. Portanto, mesmo com um cenário de aumento no preço do petróleo, isso não representa necessariamente um grande problema para o Brasil.”
Diante disso, é viável que investidores considerem que este é um ambiente favorável para investir em ações de petroleiras. A Petrobras (PETR4) é frequentemente a primeira opção que vem à mente dos investidores, visto que é uma das empresas mais conhecidas entre o grande público e tem um histórico de retornos positivos para os acionistas.
No entanto, atualmente, uma outra ação de uma petroleira se destaca como a preferida da Empiricus para investidores que buscam empresas com características de compounders, ou seja, que são geradoras de valor intrínseco consistente ao longo do tempo.
Desempenho de Ação de Petroleira Brasileira
Segundo a Empiricus, as ações da Petrobras (PETR4) são uma escolha específica para investidores que buscam uma distribuição de dividendos em suas carteiras, não se configurando como uma compounder de patrimônio.
Assim, ao considerar a valorização das ações, um relatório datado de 5 de março revela que outra ação é a preferida da instituição no setor petroquímico.
O documento destaca que, desde o agravamento das tensões no Oriente Médio, o desempenho dessa ação em particular se desvinculou do comportamento do Ibovespa e passou a refletir a valorização do petróleo brent, superando o índice da bolsa brasileira em 9,1 pontos percentuais.
Durante esse período, essa ação específica viu um crescimento de 6%, enquanto a Petrobras (PETR4) registrou uma alta de apenas 2% em suas ações.
“A mesma aversão ao risco que costuma derrubar a maior parte dos ativos de renda variável, muitas vezes, favorece ativos considerados como hedge, e naturalmente seus produtores. Esse é o caso dessa ação, cuja geração de caixa e lucros estão intimamente relacionados ao preço do petróleo”, comentam os analistas.
Embora os especialistas acreditem que “qualquer valorização da commodity tende a impulsionar os resultados da empresa”, a real motivação para investir atualmente é que a empresa não dependa exclusivamente disso.
A recomendação para a empresa é reforçada pela sua capacidade de gerar caixa efetivamente e operar com sucesso a custos de brent que estão significativamente abaixo dos níveis atuais. Ou seja, a companhia possui a capacidade de performar independentemente deste cenário, segundo os analistas.
Além disso, é previsto que, em 2026, o custo de extração do petróleo pela empresa atinja cerca de US$ 8 por barril, um valor considerado extremamente baixo no setor. Dessa maneira, qualquer aumento no preço da commodity poderá potencializar seus resultados.
No presente momento, as ações dessa petroleira estão incluídas na carteira recomendada da Empiricus Top Picks, que reúne as 10 ações brasileiras mais promissoras para investir neste período.
Acesso à Carteira Empiricus Top Picks
Os interessados em conhecer a petroleira recomendada na carteira da Empiricus Top Picks podem acessar, como uma cortesia, o relatório completo da carteira.
Contudo, é importante ressaltar que a Empiricus não orienta que o investidor concentre seu portfólio apenas em ações de petroleiras. É essencial construir uma carteira equilibrada entre ações cíclicas e defensivas, que proporcionem resultados em diferentes condições econômicas.
Por isso, no relatório da Empiricus Top Picks, os investidores poderão encontrar informações não apenas sobre a ação “protagonista” deste texto, mas também sobre os outros 9 papéis que foram selecionados para o mês de março.
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Fonte: www.moneytimes.com.br