Petróleo recua 3,4%, ficando a US$ 103, mas rali de quase 17% no mês continua a preocupar os mercados

Petróleo recua 3,4%, ficando a US$ 103, mas rali de quase 17% no mês continua a preocupar os mercados

by Editoria Bolsa e Mercado
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Queda nos preços do petróleo e suas implicações

O petróleo apresenta uma queda significativa nesta sexta-feira (11), em uma correção após o aumento superior a 6% registrado no dia anterior. A possibilidade de uma reunião entre chanceleres do Golfo e do Irã, com o objetivo de discutir um acordo temporário sobre a navegação comercial pelo Estreito de Ormuz, trouxe um certo alívio ao mercado. No entanto, essa medida está longe de eliminar o risco de oferta que se acumulou nas últimas semanas.

Desempenho dos preços do petróleo

Por volta das 10h30 (de Brasília), a cotação do Brent para novembro apresentava uma queda de 3,44%, cotada a US$ 103,93 por barril, enquanto o WTI para outubro recuava 3,69%, sendo negociado a US$ 98,70. Em um momento anterior, o Brent havia alcançado a marca de US$ 109,97, antes de reverter sua trajetória.

É importante destacar que a diminuição desta sexta-feira não apaga a valorização recente do petróleo. O Brent ainda acumula uma alta de 7,92% na semana, 16,87% no mês e 56,56% em um período de 12 meses. Durante a madrugada, a valorização acumulada do ano se aproximava de 77%, percentual que foi reduzido com a correção das cotações ao longo da manhã. No caso do WTI, os ganhos são de 7,87% na semana, 20,41% no mês e 58,22% no ano.

Acordo no Estreito de Ormuz: impactos no mercado

A principal razão para a correção dos preços na manhã de hoje está relacionada à expectativa de novas tentativas diplomáticas para organizar a navegação pelo Estreito de Ormuz. Informações recentes indicam que ministros de Relações Exteriores de países do Golfo e representantes do Irã devem se encontrar como parte de um esforço regional para negociar um acordo temporário sobre o tráfego comercial na região.

Essa notícia contribuiu para a redução do prêmio de risco que elevou os preços do petróleo na quinta-feira. Naquela ocasião, informações sobre o avanço dos houthis em direção à cidade portuária de Mokha, localizada na costa oeste do Iémen, aumentaram os temores sobre possíveis restrições simultâneas nas principais rotas utilizadas para a exportação de petróleo do Oriente Médio.

A Agência Internacional de Energia (AIE) revisou suas projeções e passou a estimar uma contração mais acentuada da oferta mundial de petróleo para 2026, após adiar a expectativa de recuperação da produção no Golfo para 2027.

Diesel em alta: impacto na economia

A queda nos preços do barril de petróleo contrasta com a situação dos derivados. Nos Estados Unidos, o preço do diesel atingiu um novo recorde de US$ 6,0556 por galão, de acordo com a Associação Automobilística Americana.

A escassez de derivados continua sendo uma das principais vias pelas quais a guerra impacta a inflação. A AIE calcula que o preço do diesel americano está cerca de 94% acima dos níveis anteriores ao conflito, mantendo elevada a pressão sobre os custos de transporte, fretes e produção.

No Brasil, o impacto dessa situação já é perceptível nas passagens aéreas. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) estima que as companhias aéreas gastaram R$ 3,8 bilhões a mais com querosene de aviação desde o início da guerra. O querosene de aviação (QAV) chegou a R$ 4,89 por litro em julho, o que representa um aumento de 35% em um período de um ano. Em algumas rotas domésticas, as tarifas de passagens dobraram ou mais, refletindo a pressão dos custos elevados.

Contexto econômico geral

Com essas variações nos preços do petróleo e seus derivados, é evidente que o mercado continua a enfrentar flutuações significativas, influenciadas por fatores tanto globais quanto regionais. A dinâmica entre oferta e demanda, assim como as questões geopolíticas, desempenham um papel crucial na formação do cenário atual.

As movimentações dos preços do petróleo e dos combustíveis têm o potencial de impactar não apenas a economia local, mas também a economia global, em um momento em que muitos países buscam estabilizar suas economias em meio a incertezas. A evolução da situação no Oriente Médio, assim como os esforços diplomáticos em andamento, serão de suma importância para entender os próximos passos do mercado de petróleo e seus efeitos sobre a inflação e os custos de vida.

Referências

Com informações da Broadcast e Dow Jones Newswires.

Fonte: www.estadao.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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