Poucos empregadores estão adotando essa prática.

Informações sobre 401(k) e contas de emergência

Pesquisas recentes indicam que os empregadores não demonstram entusiasmo em mesclar seus planos 401(k) com opções de poupança emergencial para os colaboradores. Apesar de as empresas terem recebido autorização em 2024 para permitir retiradas de emergência de até US$ 1.000 das economias de aposentadoria e oferecer contas de poupança de emergência vinculadas aos 401(k), a adoção dessas medidas tem sido tímida, conforme um relatório da Vanguard divulgado nesta semana.

De acordo com a análise da Vanguard, apenas 4% das empresas permitem retiradas de emergência de US$ 1.000 dos planos 401(k). Além disso, as contas de poupança de emergência vinculadas aos 401(k) “geraram interesse mínimo ou nenhum” por parte dos empregadores, conforme observado no relatório.

Legislação sobre contas de emergência

Essas duas opções dentro do plano foram autorizadas pela legislação de aposentadoria de 2022, conhecida como Secure Act 2.0, em resposta às crescentes preocupações sobre a falta de poupança emergencial dos americanos. Embora a grande maioria dos empregadores não esteja disponibilizando as contas vinculadas aos 401(k) — tecnicamente denominadas contas de poupança de emergência vinculadas a pensões — algumas empresas estão oferecendo contas externas de poupança emergencial, segundo Craig Copeland, diretor de pesquisa sobre benefícios do Employee Benefit Research Institute. Essas contas externas são geralmente mantidas em bancos segurados pelo FDIC e as contribuições após impostos são feitas através de deduções na folha de pagamento.

Desafio nas emergências financeiras

Montar e manter uma poupança emergencial pode ser um desafio para muitos lares, especialmente para aqueles que enfrentam dificuldades em acompanhar o alto custo de vida. Apesar de a inflação ter diminuído para uma taxa anual de 2,4% desde o pico de 9,1% em junho de 2022, os preços em geral subiram mais de 25% desde 2020, conforme o índice de preços ao consumidor.

Consultores financeiros geralmente recomendam que sejam reservados de três a seis meses de despesas mensais como poupança emergencial. No entanto, apenas 47% dos entrevistados em uma sondagem realizada em dezembro afirmaram ter os recursos para cobrir uma despesa emergencial de US$ 1.000, segundo o Relatório Anual de Poupança Emergencial da Bankrate, divulgado na semana passada. Além disso, 29% relataram ter mais dívidas em cartão de crédito do que em poupança emergencial.

No ano passado, as preocupações dos empregadores com o bem-estar financeiro de seus colaboradores atingiram um novo alto: 48% classificaram sua preocupação em 9 ou 10 em uma escala de 1 a 10, um aumento em relação aos 43% registrados em 2024 e 39% em 2023, conforme pesquisas de dezembro do EBRI. Em 2019, ano precedendo a pandemia, essa proporção era de apenas 22%.

Contribuições e limitações do 401(k)

A legislação Secure 2.0 criou as contas de poupança de emergência vinculadas a pensões como um “complemento” aos 401(k). Isso significa que essas contas são estabelecidas e mantidas dentro do próprio plano 401(k). Entre outros detalhes, as contribuições são feitas após impostos, tratadas como contribuições Roth, e contam para o limite de contribuição do 401(k). Para 2026, esse valor é de US$ 24.500, com investidores a partir de 50 anos podendo contribuir com um adicional de US$ 8.000.

A legislação estipulou que a contribuição anual máxima para a conta de emergência é de US$ 2.500, com ajustes de inflação no futuro, e neste ano esse valor foi aumentado para US$ 2.600.

No que diz respeito à retirada de emergência de US$ 1.000 do 401(k): a maioria dos empregadores — 94% em 2024, segundo a Vanguard — já permite que seus colaboradores acessem as economias de aposentadoria caso enfrentem dificuldades financeiras. “Em muitos casos, isso adicionaria algo que já está sendo fornecido”, afirmou Copeland.

Embora os empregadores ainda não tenham abraçado amplamente as disposições de poupança emergencial do Secure 2.0, essa situação pode mudar com o tempo. “Se um patrocinador do plano quiser avançar com um programa de poupança emergencial em sua empresa, ele analisará as opções disponíveis, e parte dessa análise será o que é mais fácil de implementar”, disse Will Hansen, diretor executivo do Conselho de Patrocinadores de Planos da América.

“Uma retirada de US$ 1.000 é mais fácil do que uma conta vinculada ao 401(k) e uma conta não associada ao plano pode ser um recurso mais simples também”, acrescentou Hansen.

Entre outras complexidades administrativas, um dos pontos complicados com as contas vinculadas ao 401(k) é que os funcionários mais bem remunerados — sob um teste do IRS, aqueles que ganham US$ 160.000 ou mais — não podem participar. Isso representa um desafio administrativo, uma vez que a renda dos trabalhadores pode variar, dificultando a supervisão do registro do plano 401(k), conforme destacou Brandie Barrows, parceira do Hall Benefits Law em San Francisco.

Um projeto de lei bipartidário introduzido em dezembro, tanto na Câmara dos Representantes quanto no Senado, visaria expandir a elegibilidade para utilizar as contas. Denominado Emergency Savings Enhancement Act, a proposta eliminaria a exclusão para funcionários altamente remunerados e aumentaria o limite de contribuição anual para US$ 5.000. “Não seria prejudicial remover essa exclusão e aumentar a quantia que as pessoas podem poupar”, disse Barrows.

Contas externas como alternativa

No momento, especialistas afirmam que é provável que os empregadores continuem a estabelecer parcerias com firmas externas que oferecem contas de emergência. Pesquisas recentes do EBRI mostram que 51% das empresas com 500 ou mais colaboradores oferecem algum tipo de fundo de emergência. Isso inclui contas de poupança externas, mas não é detalhado nos dados.

“Se eles oferecem isso fora do plano, é bastante direto”, afirmou Copeland. “É menos complicado” do que configurar uma conta dentro do plano 401(k). Segundo Copeland, também existe uma questão de liquidez associada ao fato de manter os fundos de emergência dentro de um plano 401(k). “Fora do plano, é muito mais fácil acessar seu dinheiro imediatamente, ao passo que retirá-lo do plano pode levar de dois a três dias no mínimo”, afirmou.

Fonte: www.cnbc.com

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