Os preços do petróleo bruto apresentavam uma leve queda na quarta-feira (10), impactados por uma redução nos estoques de petróleo dos Estados Unidos que foi mais acentuada do que o esperado. Os investidores também estavam atentos a possíveis cortes na taxa de juros pelo Federal Reserve, além de acompanhar as atualizações sobre as negociações de paz na Ucrânia.
Às 11h46 (horário de Brasília), os contratos futuros de Brent para fevereiro registravam uma queda de 0,66% ou US$ 0,41, sendo negociados a US$ 61,53 o barril. Enquanto isso, o petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) recuava 0,69%, ou US$ 0,40, alcançando o valor de US$ 57,85 o barril.
Ambos os índices de referência se encontravam cerca de 3% abaixo dos níveis das últimas duas sessões, refletindo preocupações persistentes com a possibilidade de excesso de oferta no mercado global.
Queda nos estoques dos EUA
De acordo com novos dados fornecidos pelo Instituto Americano de Petróleo (API), que foram divulgados na noite de terça-feira, os estoques comerciais de petróleo bruto nos Estados Unidos diminuíram em 4,8 milhões de barris na semana encerrada em 5 de dezembro. Essa redução é consideravelmente maior em comparação à expectativa dos analistas, que era de uma queda de aproximadamente 1,7 milhão de barris.
A queda significativa nos estoques seguiu uma diminuição de 2,48 milhões de barris registrada na semana anterior. A retirada de petróleo que foi além do esperado sugere uma demanda mais robusta ou condições de oferta mais restritivas. Esses fatores podem contribuir para a elevação dos preços do petróleo no curto prazo.
As expectativas de corte de juros por parte do Fed sustentam as perspectivas de demanda
A reunião do Federal Reserve, que teve início na terça-feira e se estendeu por dois dias, deverá resultar em uma redução de 0,25 ponto percentual nas taxas de juros. A expectativa é que a diminuição nos custos de empréstimos repercuta em um fortalecimento da atividade econômica, já que taxas mais baixas tendem a enfraquecer o dólar americano e a estimular o consumo de petróleo.
As negociações de paz na Ucrânia continuam sendo uma variável fundamental
Além disso, os mercados estão atentos aos esforços diplomáticos renovados para avançar nas negociações de paz em relação à guerra na Ucrânia. Relatos indicam que o governo de Kiev está se preparando para apresentar uma proposta de paz atualizada a autoridades dos Estados Unidos e da Europa, após uma série de conversas de alto nível realizadas em Londres.
Um progresso diplomático nesse sentido poderia aumentar a capacidade da Rússia em exportar petróleo, gerando pressão adicional para a queda nos preços do petróleo bruto. Em contrapartida, se as negociações avançarem de forma lenta, isso poderá elevar os riscos geopolíticos, o que geralmente tende a ser favorável para a valorização dos preços.
Analistas da ING observaram que o fornecimento de petróleo russo continua representando um risco. Embora os volumes de exportação marítima da Rússia estejam se mantendo de forma satisfatória, esses barris enfrentam dificuldades para encontrar compradores. Como resultado, está se observando um aumento significativo nos volumes de petróleo russo estocados em navios. Tal situação não é considerada sustentável a longo prazo. Para atrair compradores, será necessário apresentar descontos mais substanciais no petróleo Urals, garantindo que os compradores não estejam negociando com entidades que enfrentam sanções. Caso essa situação não seja resolvida, a produção de petróleo da Rússia pode começar a sofrer uma diminuição.
Além disso, a ING mencionou que a previsão principal indica que a Rússia encontrará meios de contornar as recentes sanções aplicadas pelos Estados Unidos. A Rússia já demonstrou sua capacidade de manter o fluxo de petróleo desde 2022, mesmo diante de sanções, embargos e ataques aéreos.
A EIA prevê que a produção dos EUA atingirá níveis recordes em 2025
Na última edição da sua Perspectiva Energética de Curto Prazo, a Administração de Informação Energética dos Estados Unidos (EIA) revisou para cima sua previsão sobre a produção de petróleo bruto para 2025, indicando que a produção deve alcançar um recorde de 13,61 milhões de barris por dia. Esta é uma revisão em relação a estimativas anteriores.
A Bacia Permiana deve continuar sendo a principal responsável pelo aumento na produção nos Estados Unidos, impulsionada pela eficiência operacional e pelo ritmo de perfuração forte que está sendo mantido.
A produção deverá sofrer uma leve diminuição, atingindo 13,53 milhões de barris por dia em 2026, mas continuará próxima dos seus níveis máximos históricos.
A EIA atribuiu a revisão para cima às sólidas performances dos produtores de xisto norte-americanos, que conseguiram se manter competitivos apesar dos preços abaixo do esperado no início do ano e da diminuição no número de plataformas de perfuração. A consolidação entre as empresas líderes do setor, juntamente com a melhoria na produtividade dos poços, também foram apontadas como fatores que contribuíram para a robustez da produção.
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Fonte: br.-.com