Produção Industrial apresenta queda de 0,6% em agosto, de acordo com dados do IBGE

Produção Industrial apresenta queda de 0,6% em agosto, de acordo com dados do IBGE

by Editoria Bolsa e Mercado
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Conforme os dados divulgados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE nesta sexta-feira, dia 2, a produção industrial observou uma retração de 0,6% em agosto, quando comparada ao mês anterior, julho. Esta queda interrompe a ligeira alta de 0,1% registrada no mês anterior. Em uma análise mais ampla, em comparação ao mesmo mês do ano anterior, a produção industrial apresenta uma diminuição de 1,2%.

Apesar deste recuo, a indústria acumula uma alta de 0,8% no ano de 2026, considerando os dados até agosto.

Quais setores foram afetados?

No que se refere à comparação mensal, 16 dos 25 setores industriais analisados apresentaram queda em sua produção. Os setores mais afetados incluem a indústria do fumo, que sofreu uma retração de 3,4%, os produtos farmoquímicos e farmacêuticos, que caíram 5,5%, e as indústrias extrativas, que anotaram uma baixa de 0,7%.

Outros setores que também exibiram desconforto significativo incluem equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-4,0%), produtos de borracha e material plástico (-1,8%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-3,3%) e outros equipamentos de transporte (-2,9%).

Por outro lado, a produção de produtos alimentícios avançou 1%, sendo esta a principal contribuição positiva para o resultado geral da indústria. Este setor, inclusive, já acumula uma alta de 2,2% nos últimos dois meses. Outros destaques positivos foram produtos diversos (8,4%), produtos químicos (0,9%) e metalurgia (0,8%), todos apresentando crescimento.

Bens de consumo e de capital recuam

Ao analisar as grandes categorias econômicas, observa-se que todos os segmentos registraram queda na passagem de julho para agosto. A maior retração foi observada nos bens de consumo semi e não duráveis, com uma diminuição de 1,7%. Em seguida, bens de consumo duráveis (-1,0%), bens de capital (-0,6%) e bens intermediários (-0,2%) também mostraram resultados negativos.

O desempenho do segmento de bens de capital chama a atenção também quando analisado anualmente. Este setor caiu 4,1% em agosto, marcando a quinta retração consecutiva nessa comparação. O maior impacto foi em relação aos bens de capital agrícolas, cuja produção caiu abruptamente em 36,5%. Também foram observadas quedas nos bens de capital que são utilizados para fins mistos (-13,2%) e naqueles destinados a fins industriais (-0,6%).

Indústria cai 1,2% em um ano

Ao fazer uma comparação com o mês de agosto de 2025, a produção industrial apresenta uma queda de 1,2%. Este resultado negativo se espalha pela maioria dos setores, com 17 dos 25 ramos industriais apresentando perdas.

Os principais impactos negativos foram causados por produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-22,3%), máquinas e equipamentos (-8,0%) e produtos químicos (-3,8%). Além disso, ocorreram quedas significativas na confecção de artigos do vestuário e acessórios (-10,6%), produtos diversos (-11,6%) e na impressão e reprodução de gravações (-18,0%).

Por outro lado, entre os setores que conseguiram registrar crescimento, destacam-se os veículos automotores, reboques e carrocerias, com um aumento de 6,6%, e o segmento das indústrias extrativas, que avançou 2,4%. Máquinas, aparelhos e materiais elétricos cresceram 9,1%, enquanto a metalurgia teve um crescimento de 3,7%.

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Automóveis ajudam

Apesar de um cenário geral de queda na indústria, os bens de consumo duráveis apresentaram um crescimento de 2,8% em agosto na comparação anual, marcando o quarto mês consecutivo de expansão nesse segmento. Esta evolução foi impulsionada principalmente pela fabricação de automóveis, que avançou 6,8%, além de motocicletas (7,9%) e outros eletrodomésticos, que tiveram um crescimento expressivo de 32,2%.

No entanto, os bens de consumo semi e não duráveis recuaram 4,5%, enquanto que os bens de capital apresentaram uma diminuição de 4,1%.

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Acumulado de 2026

No acumulado de janeiro a agosto de 2026, a indústria registra uma alta de 0,8%. Entre os principais contribuintes para esse resultado positivo estão as indústrias extrativas, que cresceram 6,1%, os derivados de petróleo e biocombustíveis com um crescimento de 3,1%, e os veículos automotores, que apresentaram uma alta de 5,8%.

Por outro lado, o setor de máquinas e equipamentos sofreu uma queda de 7,8% no mesmo período, enquanto que os produtos químicos tiveram uma diminuição de 3,5%. O segmento de bens de capital exibiu a maior retração entre as grandes categorias econômicas, com uma queda de 5,3%.

Fonte: timesbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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