Produção Industrial Brasileira em Julho
A produção industrial brasileira registrou uma variação de 0,20% em julho na comparação com o mês anterior, junho, conforme informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 2 de setembro. Esse resultado indica uma indústria praticamente estável no mês, ficando significativamente abaixo das expectativas. Em uma pesquisa realizada pela Reuters, economistas estimavam um avanço de 0,60%.
Comparativo Anual
Em comparação com julho do ano anterior, a produção industrial apresentou um recuo de 0,50%. Esse dado também decepcionou em relação às projeções, que indicavam uma estabilidade na comparação anual. Dessa forma, o quadro não revela um cenário de recuperação firme. A indústria conseguiu registrar crescimento em relação ao mês anterior, mas perdeu ritmo quando analisada em comparação com o mesmo período de 2025.
Categorias Econômicas e Ramo Industrial
Na passagem de junho para julho, três das quatro grandes categorias econômicas e 13 dos 25 ramos industriais pesquisados apresentaram avanço na produção. Entre as atividades que se destacaram, os maiores impactos positivos foram observados em:
- Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos: 12,2%
- Produtos alimentícios: 1,0%
- Coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis: 1,1%
Esses três segmentos interromperam dois meses consecutivos de queda, durante os quais haviam acumulado recuos de 12,5%, 3,3% e 11,7%, respectivamente.
Outros Resultados Notáveis
Resultados positivos foram observados também em outros setores, como:
- Outros equipamentos de transporte: 11,2%
- Produtos do fumo: 11,1%
- Máquinas, aparelhos e materiais elétricos: 2,3%
- Confecção de artigos do vestuário e acessórios: 2,6%
Por outro lado, as indústrias extrativas tiveram um impacto negativo significativo, com uma queda de 1,0%, afetando a média da indústria entre as 12 atividades que reduziram a produção em julho de 2026. Esse setor registrou a terceira queda consecutiva, acumulando uma perda de 4,1% nesse período.
Setores em Declínio
Além disso, os setores de impressão e reprodução de gravações apresentaram uma queda acentuada de 17,2%. Outros segmentos com resultados negativos incluíram:
- Produtos diversos: -9,0%
- Metalurgia: -1,4%
- Produtos químicos: -0,8%
- Celulose, papel e produtos de papel: -1,3%
Análise das Grandes Categorias Econômicas
Entre as grandes categorias econômicas, os bens de consumo duráveis destacaram-se com um avanço de 3,2% em julho de 2026 em comparação com junho. Os bens de capital também apresentaram crescimento, com alta de 2,4%. O setor responsável pela produção de bens de consumo semi e não duráveis também teve um aumento, registrando uma alta de 0,5%. Em contraste, os bens intermediários apresentaram uma queda de 0,2%, sendo a única categoria a mostrar um resultado negativo no mês.
(IBGE)
Fonte: br.advfn.com
