Produção Industrial Brasileira: Análise de Novembro de 2025
A produção industrial brasileira encerrou o mês de novembro de 2025 com variação nula (0,0%) na série que considera ajustes sazonais. Mesmo assim, os dados revelaram um panorama regional variado, com resultados positivos registrados em 8 dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Desempenho Regional
Os estados de Mato Grosso (7,2%) e Espírito Santo (4,4%) foram os que mais avançaram neste mês. Na sequência, destacam-se os resultados positivos de:
- Paraná: 1,1%
- Pernambuco: 0,9%
- Minas Gerais: 0,9%
- Bahia: 0,9%
- Rio Grande do Sul: 0,6%
- Região Nordeste: 0,1%
Por outro lado, Goiás apresentou a maior queda, com uma redução de 6,4%, seguido por:
- Amazonas: -2,8%
- Ceará: -2,6%
- Rio de Janeiro: -1,9%
- Santa Catarina: -0,8%
- São Paulo: -0,6%
- Pará: -0,5%
Análise Trimestral
Ao considerar a média móvel trimestral, o índice do total da indústria mostrou uma queda de 0,1% no trimestre encerrado em novembro de 2025 em relação ao mês anterior. As reduções mais significativas nesse período foram verificadas nos seguintes estados:
- Pará: -1,3%
- São Paulo: -1,0%
- Rio de Janeiro: -0,7%
- Bahia: -0,5%
Por outro lado, os estados que registraram avanços expressivos foram:
- Mato Grosso: 4,8%
- Amazonas: 2,8%
- Espírito Santo: 2,6%
- Minas Gerais: 1,4%
Isso indica que alguns locais estão conseguindo manter um impulso produtivo positivo, apesar da média geral.
Comparação Anual
Na comparação anual, em relação a novembro de 2024, o setor industrial apresentou uma retração de 1,2%, com resultados negativos em 9 dos 18 locais analisados. As quedas mais acentuadas foram observadas em:
- Mato Grosso do Sul: -13,9%
- Pará: -11,6%
Esses declínios foram impactados, principalmente, pelo fraco desempenho em atividades relacionadas a coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, no primeiro caso, e por indústrias extrativas, no segundo. Outras regiões que também apresentaram retrações foram:
- Ceará: -5,0%
- São Paulo: -4,7%
- Mato Grosso: -4,2%
- Maranhão: -4,1%
- Amazonas: -3,7%
- Rio Grande do Norte: -2,3%
- Paraná: -2,2%
- Santa Catarina: -1,4%
Em contraste, o estado do Espírito Santo mostrou um incremento significativo de 36,8% na comparação anual, impulsionado majoritariamente pelas atividades das indústrias extrativas, em especial petróleo, gás natural e minérios de ferro. Este resultado foi influenciado por uma base de comparação mais fraca, dado que o setor local tinha registrado uma queda de 12,0% em novembro de 2024. Outros locais com crescimento anual incluíram:
- Minas Gerais: 5,1%
- Rio de Janeiro: 3,9%
- Goiás: 2,6%
- Bahia: 1,5%
- Rio Grande do Sul: 0,9%
- Pernambuco: 0,8%
- Região Nordeste: 0,4%
Desempenho Acumulado no Ano
Ao se analisar o desempenho acumulado do ano até novembro, foi observado um avanço na produção industrial nacional de 0,6%, com resultados positivos em 11 dos 18 locais pesquisados. Os maiores crescimentos foram registrados nos seguintes estados:
- Espírito Santo: 10,8%
- Rio de Janeiro: 4,6%
- Santa Catarina: 3,4%
Esses crescimentos foram sustentados, principalmente, pelas indústrias extrativas e, no caso de Santa Catarina, também por produtos alimentícios e bens de capital. Outros estados com crescimento positivo incluíram:
- Goiás: 2,7%
- Rio Grande do Sul: 2,2%
- Pará: 2,2%
- Minas Gerais: 1,2%
- Bahia: 1,1%
- Amazonas: 0,7%
- Paraná: 0,4%
Acumulado em 12 Meses
No acumulado em 12 meses, o setor industrial cresceu 0,7%, embora mantendo sinais de uma perda de ritmo. Embora dez dos dezoito locais pesquisados tenham apresentado taxas positivas em novembro de 2025, onze deles mostraram desaceleração em comparação com outubro. As perdas mais relevantes foram observadas nas seguintes regiões:
- Pará
- Mato Grosso
- Amazonas
- Mato Grosso do Sul
- Pernambuco
- Santa Catarina
- Ceará
- Rio Grande do Norte
Por outro lado, os estados do Espírito Santo e do Rio de Janeiro destacaram-se por registrar os ganhos mais intensos nesse período.
Considerações Finais
Do ponto de vista de mercado, a estabilidade da produção industrial, junto à forte dispersão regional, tende a gerar um ambiente de cautela na bolsa de valores brasileira. Isso pode impactar de forma diferenciada empresas ligadas a commodities, energia e bens industriais. No câmbio, a divulgação de dados neutros consegue reduzir pressões imediatas, enquanto no mercado de títulos, o cenário observável reforça as expectativas de políticas monetárias que sejam guiadas por indicadores de atividade e inflação.
Fonte: br.-.com