Produção Manufatureira nos Estados Unidos
A produção manufatureira dos Estados Unidos apresentou estabilidade em setembro em meio às tarifas sobre as importações. A leitura mantida, divulgada pelo Federal Reserve nesta quarta-feira (3), seguiu um ganho não revisado de 0,1% registrado em agosto.
Expectativas de Economistas
Economistas consultados pela Reuters esperavam um aumento de 0,1% na produção do setor, que representa 10,1% da economia. Em comparação, a produção nas fábricas apresentou um crescimento de 1,5% em setembro na comparação anual.
Desempenho no Terceiro Trimestre
No terceiro trimestre, a produção manufatureira cresceu a uma taxa anualizada de 1,3%, apresentando uma desaceleração em relação ao ritmo de 2,4% registrado entre abril e junho.
Paralisações e Impactos
A divulgação deste relatório foi adiada devido a uma paralisação recorde do governo que durou 43 dias. O setor de manufatura enfrenta dificuldades devido às tarifas implementadas pelo ex-presidente Donald Trump. No entanto, um aumento nos gastos relacionados à inteligência artificial tem sustentado o crescimento de outros setores da economia.
Tarifas e Efeitos na Indústria
Trump defendeu as tarifas como medidas necessárias para revitalizar a base industrial dos Estados Unidos, que há muito apresenta sinais de declínio. Contudo, economistas alertam para o fato de que esse processo não pode ser realizado rapidamente, citando os altos custos de produção e mão de obra como grandes obstáculos.
Setores Específicos
A produção de veículos automotores e peças experimentou uma queda de 2,2% em setembro, após um avanço de 3,0% em agosto. Por outro lado, a produção de bens duráveis registrou um aumento de 0,1%, enquanto a produção de bens não duráveis caiu 0,1%. A produção do setor de mineração permaneceu inalterada, seguindo um aumento de 0,4% em agosto.
Produção de Serviços Públicos
Em relação aos serviços públicos, a produção teve uma alta de 1,1%. A produção industrial geral subiu 0,1%, após uma queda de 0,3% em agosto, e apresentou um ganho de 1,6% na comparação anual.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


