Produto Interno Bruto do Reino Unido para Agosto de 2025

Crescimento Econômico do Reino Unido

O crescimento da economia britânica foi modesto, registrando uma expansão de apenas 0,1% em agosto, conforme os dados mais recentes do Office for National Statistics (ONS). A produção industrial cresceu 0,4% neste mesmo mês, enquanto os serviços não apresentaram crescimento e a construção caiu 0,3%.

Os economistas ouvidos pela Reuters haviam previsto um crescimento de 0,1% em relação ao mês anterior. O ONS revisou os dados de crescimento de julho, que inicialmente mostravam a economia estagnada, passando a indicar uma contração de 0,1%. Isso ocorreu após uma expansão de 0,4% em junho.

A desaceleração do crescimento não surpreendeu os especialistas, que haviam previsto uma moderação na atividade econômica. Os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre serão divulgados em meados de novembro e serão analisados com atenção em busca de sinais adicionais de desaceleração.

No segundo trimestre, a economia cresceu 0,3%, superando as expectativas, mas abaixo da taxa de 0,7% registrada no primeiro trimestre. Este primeiro trimestre se beneficiou de um aumento nas atividades empresariais antes da imposição de tarifas comerciais dos EUA em abril.

Segundo Sanjay Raja, economista-chefe do Deutsche Bank para o Reino Unido, uma correção de curso é esperada após um início excelente para a economia britânica. “Na verdade, após um forte primeiro semestre de 2025, esperamos que o crescimento diminua no segundo semestre do ano. Prevemos que o PIB trimestral fique em torno de 0,2% em comparação ao trimestre anterior – mas há riscos descendentes em formação”, afirmou em comentários por e-mail nesta semana.

Perspectivas do Banco da Inglaterra e Orçamento

Os economistas estão atentos à próxima reunião do Banco da Inglaterra, que ocorrerá em 6 de novembro, para avaliar se os formuladores de políticas do banco central decidirão reduzir as taxas de juros novamente para estimular o crescimento. O principal entrave para essa decisão é a inflação persistente, com o índice de preços ao consumidor registrado em 3,8% em agosto.

Por outro lado, os economistas argumentam que existe uma justificativa para cortes nas taxas de juros, à medida que o mercado de trabalho se enfraquece, com o aumento da taxa de desemprego e o alívio nas pressões sobre o crescimento salarial.

No entanto, o Comitê de Política Monetária (MPC) do BOE pode ser cauteloso ao alterar as taxas de juros antes do Orçamento de Outono do governo, programado para o dia 26 de novembro.

Anúncios Fiscais e Impacto no Crescimento

A Ministra das Finanças, Rachel Reeves, deve anunciar aumentos de impostos e cortes nos gastos, o que pode impactar negativamente o consumo das famílias, os investimentos empresariais e, por consequência, o crescimento da economia.

De acordo com Scott Gardner, estrategista de investimentos na Nutmeg, uma gestora de fortuna digital controlada pelo J.P. Morgan, os dados mais recentes sobre o crescimento devem fazer o chanceler refletir sobre suas decisões. “À medida que o Orçamento de Outono se aproxima e o Chanceler passa a depender mais das projeções de crescimento do OBR, essa desaceleração será motivo de preocupação para os formuladores de políticas e poderá influenciar significativamente as decisões sobre impostos e gastos. Desbloquear o crescimento é fundamental para aliviar as pressões financeiras do Reino Unido e estabilizar a economia”, salientou em comentários por e-mail.

Analistas do Goldman Sachs informaram em uma análise na terça-feira que, embora exista um argumento favorável à redução das taxas, é provável que o BOE queira ver um progresso adicional na inflação antes de realizar novos cortes, após uma diminuição em agosto que reduziu a taxa de juros de referência para 4%.

“Em particular, a normalização nas medidas de inflação subjacente dos serviços – que excluem a volatilidade e os preços regulados – parou nos últimos meses. Além disso, a inflação geral deverá se manter próxima a 4% no restante de 2025, dada a pressão ascendente dos preços dos alimentos, em particular”, afirmaram os especialistas do Goldman Sachs.

A expectativa é que progressos significativos na inflação dos serviços sejam vistos no primeiro semestre de 2026, mas a expectativa é de que o MPC "provavelmente irá esperar por mais cortes até que vejam progresso tangível na inflação dos serviços".

Fonte: www.cnbc.com

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