Renda Fixa e Preferências dos Investidores
A renda fixa mantém sua popularidade entre os investidores mais ricos, representando 50,99% do patrimônio desses clientes no mês de agosto. Esse percentual é superior ao observado em julho, onde essa categoria correspondia a 50,2%. As informações são provenientes da Smartbrain, uma plataforma utilizada para controle e consolidação de investimentos.
Dados do Estudo
O levantamento mensal considera mais de 560 mil extratos que são processados diariamente pela plataforma, totalizando um patrimônio consolidado que ultrapassa R$ 305 bilhões. O estudo abrange investidores classificados em diferentes segmentos: varejo (com patrimônio que varia entre R$ 50 mil e R$ 300 mil), alta renda (de R$ 300 mil a R$ 3 milhões), private (de R$ 3 milhões a R$ 50 milhões) e ultra high (acima de R$ 50 milhões).
Composição da Renda Fixa
Na categoria da renda fixa, os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) pós-fixados são os favoritos, absorvendo 53,49% do patrimônio. Por outro lado, os CDBs prefixados e aqueles atrelados à inflação apresentam participações menores, com 4,28% e 6,02%, respectivamente. Outro destaque no segmento são as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) pós-fixadas, que juntas representam 18,46% do total investido em renda fixa.
Fundos de Renda Fixa
Entre os fundos de renda fixa, o mais popular em agosto foi o BTG Pactual Tesouro Selic FI RF Referenciado DI, que tem como objetivo acompanhar a variação do CDI.
Opções e Preferências de Investimentos
Além da renda fixa, os fundos multimercados também se destacam entre os investidores de alta renda, compondo 26,34% das carteiras em agosto. Este tipo de investimento supera categorias como ações, previdência e ativos imobiliários, que correspondem a 6,4%, 8,02% e 1,18% do total, respectivamente.
Principais Investimentos em Ações e Multimercados
No último mês, os fundos de ações, que também incluem ETFs (fundos negociados em bolsa), tiveram a Light (LIGT3) como o ativo de maior preferência. A empresa recentemente anunciou o encerramento de sua recuperação judicial, o que pode ter impactado essa decisão de investimento. Em segundo e terceiro lugares, estiveram os ETFs: o B5P211, da Itaú Asset, e o LFTB11, da Investo.
Os dados coletados refletem as escolhas dos investidores mais ricos, destacando a contínua valorização da renda fixa em seus portfólios, assim como um interesse crescente em fundos multimercados e ações, que mostram uma diversidade nas estratégias de investimento dentro desse segmento. A análise é realizada a partir de variáveis que consideram não apenas a rentabilidade, mas também o perfil de risco e as expectativas do mercado.
Fonte: www.estadao.com.br
