Destaques Corporativos de Quarta-Feira (10)
A situação da Raízen (RAIZ4) como penny stock, a redução de capital da Telefônica Brasil (VIVT3) e os juros sobre o capital próprio do Banrisul (BRSR6) são alguns dos principais destaques do dia.
Raízen (RAIZ4) Avalia Alternativas Para Deixar de Ser Penny Stock
A Raízen (RAIZ4) informou na última terça-feira (9) que a B3 solicitou à companhia a divulgação dos procedimentos e do cronograma das medidas que serão adotadas para reenquadrar sua cotação ao valor mínimo exigido. Esse reenquadramento deve ser regularizado até 29 de maio de 2026, considerando que suas ações estão sendo negociadas abaixo de R$ 1 desde 6 de outubro.
De acordo com as regras da B3, uma ação é classificada como penny stock quando permanece abaixo de R$ 1 por, no mínimo, 30 pregões consecutivos. Essa classificação pode resultar em sanções por parte da administradora da Bolsa, incluindo a retirada de índices, como o Ibovespa.
Em comunicado, a Raízen afirmou que está avaliando alternativas e adotará as medidas necessárias para promover o reenquadramento dentro do prazo estipulado, levando em consideração a evolução de seu plano de negócios.
Telefônica Brasil (VIVT3) Reduz Capital em R$ 4 Bilhões
A Telefônica Brasil (VIVT3), controladora da Vivo, anunciou na última terça-feira (9) que seu conselho de administração aprovou uma proposta para a redução de seu capital social em R$ 4 bilhões, com os valores sendo restituídos aos acionistas.
Os valores serão pagos aos investidores em uma única parcela até 31 de julho de 2026. Essa proposta precisa da aprovação de uma assembleia de acionistas que será convocada em data futura.
A empresa ressaltou que essa operação visa melhorar sua estrutura de capital, permitindo flexibilidade na alocação de recursos, ao mesmo tempo que gera valor para os acionistas.
Banrisul (BRSR6) Anuncia Pagamento de Juros Sobre Capital Próprio
O Banrisul (BRSR6) pagará um total de R$ 150 milhões em juros sobre o capital próprio, conforme um comunicado enviado ao mercado na terça-feira (9).
O valor bruto por ação será de R$ 0,36 para ações ordinárias, R$ 0,36677105 para ações preferenciais classe A e R$ 0,36 para ações preferenciais classe B.
Os investidores interessados em se beneficiar dos valores terão até o dia 12 de dezembro para realizar a compra das ações. As negociações das ações “ex-direito” aos juros intermediários ocorrerão a partir de 15 de dezembro de 2025, e o pagamento será realizado em 22 de dezembro de 2025.
Aprovação da Incorporação do Banco Pan (BPAN4) pelo BTG Pactual (BPAC11)
Os acionistas do Banco Pan (BPAN4) aprovaram, em assembleia realizada na terça-feira (9), a incorporação do BTG Pactual (BPAC11) por meio do Banco Sistema, conforme comunicado enviado ao mercado.
A assembleia seguiu o plano de aquisição das operações do Banco Pan, anunciado em outubro. A proposta inclui a troca de ações, onde os acionistas do Pan receberão 0,2128 units do BTG por cada ação preferencial que possuírem.
O Banco Sistema irá incorporar todas as ações do Banco Pan e, em seguida, será incorporado pelo BTG Pactual, tornando assim as duas instituições subsidiárias do banco de investimentos.
Ambev (ABEV3) Aprova Distribuição de Dividendos e Juros Sobre Capital Próprio
A Ambev (ABEV3) aprovou na terça-feira (9) a distribuição de dividendos e juros sobre o capital próprio a seus acionistas, com base em um balanço extraordinário datado de 30 de novembro.
A companhia indicou que pagará R$ 0,4612 por ação em dividendos, sendo R$ 0,3459 referente ao dividendo mínimo obrigatório do exercício de 2025, e R$ 0,1153 como dividendos adicionais, provenientes da reserva de lucros. O pagamento está programado para ocorrer em 30 de dezembro de 2025, sem incidência de retenção de imposto de renda.
Os acionistas que estiverem com posição em 18 de dezembro de 2025 na B3 e em 22 de dezembro de 2025 na NYSE terão direito aos dividendos. As ações e os ADRs serão negociados ex-dividendos a partir de 19 de dezembro.
Tenda (TEND3) Anuncia Programa de Recompra de Ações
A construtora Tenda (TEND3) aprovou na terça-feira (9) um novo programa para a recompra de ações. A empresa poderá adquirir até 2 milhões de ações ordinárias até 30 de junho de 2026.
A companhia destacou que as operações seguirão os limites estabelecidos pela regulamentação da CVM e ocorrerão apenas quando houver recursos disponíveis. A Tenda também ressaltou que a recompra não afetará sua estrutura acionária nem comprometerá suas obrigações ou pagamento de dividendos.
Atualmente, há cerca de 122,6 milhões de ações da Tenda circulando no mercado. A empresa também informou que possui contratos de derivativos que somam aproximadamente 6,9 milhões de ações, distribuídos entre operações com Santander e Bradesco.
SYN (SYNE3) Pagará R$ 0,41 por Ação em Dividendos
O conselho de administração da SYN Prop e Tech (SYNE3) aprovou o pagamento de R$ 64 milhões em dividendos intercalares e intermediários aos acionistas, conforme comunicado enviado ao mercado na última terça-feira (9).
O montante a ser pago equivale a R$ 0,4192750021135720 por ação, com pagamento em uma única parcela marcado para o dia 19 de dezembro de 2025, com base na posição acionária em 12 de dezembro de 2025.
As negociações serão realizadas “ex-dividendos” a partir do dia 13 de dezembro de 2025.
Suzano (SUZB3) Projeta Menor Investimento Para 2026
A Suzano (SUZB3) revelou na última terça-feira (9) uma projeção de investimento de R$ 10,9 bilhões para o próximo ano, mantendo a expectativa de desembolsos de R$ 13,3 bilhões em 2025, conforme fatos relevantes divulgados.
A maior parte do valor projetado para 2026, R$ 7,3 bilhões, será destinada à manutenção de instalações. A companhia prevê investimento de R$ 2,6 bilhões em terras e florestas e R$ 800 milhões em projetos de expansão e modernização.
A Suzano, a maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, afirmou que a diminuição do investimento em manutenção para o próximo ano é devido, principalmente, à redução dos gastos com manutenção florestal. Essa redução é resultado da diminuição da necessidade de plantio físico (silvicultura) e de volumes para compra de madeira em pé.
Motiva (MOTV3) Registra Crescimento no Fluxo de Veículos e Passageiros
A Motiva (MOTV3) comunicou na última terça-feira (9) que o fluxo de veículos nas rodovias sob sua concessão aumentou em 2,7% durante o mês de novembro em comparação ao mesmo período do ano anterior. Os passageiros transportados por trilhos também tiveram um incremento de 0,9% no mesmo período.
A companhia reportou um fluxo de 85,6 milhões de veículos equivalentes nas estradas no mês passado, com a principal concessão da empresa, a AutoBan, registrando um aumento de 4,3%, alcançando 27,3 milhões de veículos.
Fonte: www.moneytimes.com.br