Lucros da Randon no Terceiro Trimestre de 2025
A Randon (RAPT4) registrou um lucro líquido de R$ 23,1 milhões no terceiro trimestre de 2025. Esse resultado representa uma significativa queda de 81% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A redução é atribuída, em parte, à fraqueza das vendas de caminhões no Brasil, conforme revelado pelo balanço divulgado na quarta-feira, dia 12.
Desempenho Operacional
A fabricante de implementos rodoviários reportou um resultado operacional, medido pelo Ebitda ajustado, de R$ 478 milhões, o que representa um leve aumento de apenas 1% em relação ao terceiro trimestre do ano passado.
Receita Líquida
No período de julho a setembro, a receita líquida da companhia cresceu 9,9%, alcançando R$ 3,4 bilhões. Apesar do aumento na receita, a queda acentuada no lucro foi consequência da retração da demanda em seus principais mercados de atuação. A empresa ainda destacou o impacto do atual nível de juros no Brasil, que dificulta financiamentos de veículos, especialmente caminhões, que utilizam os implementos produzidos pela companhia.
Alavancagem Financeira
Ao final de setembro, a Randon apresentou uma alavancagem financeira líquida de 4,68 vezes, um aumento em relação ao índice de 2,79 vezes registrado no final do terceiro trimestre do ano passado.
Receita Consolidada e Previsões
Nos nove meses, a receita líquida consolidada do grupo foi de R$ 9,9 bilhões, um resultado que está abaixo da expectativa previamente estabelecida, que variava entre R$ 12 e R$ 13,5 bilhões para o exercício de 2025. Além disso, as receitas provenientes do mercado externo totalizaram, no fim do período, US$ 581 milhões, uma quantia distante da previsão de US$ 800 milhões a US$ 850 milhões para o ano.
Vendas de Caminhões
Dados da Anfavea, a associação dos montadores, indicam que as vendas de caminhões pesados novos no Brasil enfrentaram uma queda acumulada de 20,5% entre janeiro e setembro, totalizando 36,9 mil veículos. De forma geral, as vendas de caminhões no Brasil diminuíram 7,7% durante o mesmo período.
Fonte: www.moneytimes.com.br