Avaliação de Ações de Saúde na América Latina
O UBS BB avaliou que o interesse em ações de saúde na América Latina continua a ser seletivo, com uma clara preferência por Rede D’Or (RDOR3), que se consolidou como a posição de “consenso” e um veículo natural de fluxo estrangeiro para o setor durante o período eleitoral.
Reuniões com Investidores e Análise de Desempenho
Após uma semana de reuniões com investidores tanto locais quanto internacionais, o banco informou que a Bradsaúde (SAUD3) passou a ser sua top pick no setor, especialmente após uma queda de cerca de 7% nas ações. Em contrapartida, a Fleury (FLRY3) continua a enfrentar uma postura cautelosa, com a valuation (valor do ativo) sendo o principal ponto de preocupação.
Questões sobre Provisões e Lucros
No que se refere à SulAmérica, existem questionamentos acerca da adequação das provisões levantadas e se elas estão alinhadas com o nível considerado ideal pela administração.
Expectativas sobre a Bradsaúde
Para a Bradsaúde, o UBS BB observou que a tese de payout (porcentagem de lucro líquido distribuído aos acionistas) foi bem recebida, embora o foco do investidor permaneça centrado no Índice de Sinistralidade Médica (MLR) do próximo trimestre, na expectativa de um possível pico no ciclo de retorno sobre patrimônio líquido (ROE) e na tese de expansão de pequenas e médias empresas (PMEs).
O banco também mencionou que o consenso do mercado subestima os benefícios tributários esperados para 2027 e que “aplica incorretamente” o padrão contábil da Agência Nacional de Saúde (ANS).
Negociações e Expectativas de Dividendos
Além disso, o banco destacou que a ação da Bradsaúde negocia a 7,4 vezes o lucro estimado para 2027 e, em sua análise, não precifica adequadamente a queda dos impostos, tampouco o maior dividend yield (rendimento do dividendo), que é estimado em aproximadamente 8% para 2027.
Considerações sobre a Fleury
Com relação ao caso da Fleury, o analista questiona o que poderia sustentar um múltiplo próximo de 12 vezes lucro para um negócio caracterizado por reajustes abaixo da inflação, crescimento da receita em dígitos médios e margens estáveis. O banco indicou que os investidores que estão comprando ações destacam aspectos como qualidade, marca, execução e dividendos como argumentos, além do potencial fluxo estrangeiro que pode ocorrer após a reorganização da Odontoprev (ODPV3).
Perspectivas da Hapvida e Dasa
No que diz respeito à Hapvida, o UBS BB comentou que houve um forte engajamento com o seu material sobre IFRS 17, apesar de o interesse em posições ter sido limitado. O banco também fez referência a questionamentos sobre a comunicação da gestão, o risco de impairment (ajuste no valor contábil de um ativo que passou por depreciação) do ágio e a eventual necessidade futura de capital.
Para a Dasa (DASA3), que experimentou uma valorização de aproximadamente 30% na semana e foi destacada pelo seu desempenho, o UBS BB observou que vê menos espaço para aumentos no preço-alvo após o rali e mencionou as incertezas dos investidores a respeito do timing do turnaround (processo de recuperação do valor do ativo diante de uma situação de crise na organização), alavancagem e a dependência em relação à Amil.
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Fonte: www.estadao.com.br
