Desempenho da Oracle em Quarto Trimestral
Larry Ellison, cofundador e diretor de tecnologia da Oracle, apresentou-se no Grande Prêmio de Fórmula 1 da Grã-Bretanha em Towcester, no Reino Unido, no dia 6 de julho de 2025.
Queda das Ações
As ações da Oracle registraram uma queda de 7% nas negociações após o expediente na quarta-feira seguinte à divulgação dos resultados financeiros, que mostraram uma receita trimestral menor do que o esperado, apesar da crescente demanda por sua infraestrutura de inteligência artificial.
Comparativo de Resultados
Abaixo está uma comparação dos resultados da Oracle com o consenso da LSEG:
- Lucro por ação: $2,26 ajustados, em comparação com $1,64 esperado.
- Receita: $16,06 bilhões, em contraste com $16,21 bilhões esperados.
Crescimento da Receita
Conforme declarado, a receita da Oracle aumentou em 14% em relação ao mesmo período do ano anterior, no trimestre que terminou em 30 de novembro. O lucro líquido subiu para $6,14 bilhões, ou $2,14 por ação, comparado aos $3,15 bilhões, ou $1,13 por ação, registrados no mesmo trimestre do ano anterior. O lucro ajustado exclui a compensação baseada em ações.
Desempenho na Nuvem e Software
A companhia reportou uma receita em nuvem de $7,98 bilhões, superando a média de $7,92 bilhões esperada pelos analistas consultados pela StreetAccount. A receita proveniente da infraestrutura em nuvem atingiu $4,1 bilhões, apresentando um crescimento de 68%. Em contrapartida, a receita de software caiu 3%, totalizando $5,88 bilhões, o que ficou abaixo da expectativa média dos analistas, que era de $6,06 bilhões.
Obrigações de Desempenho Remanescente
As obrigações de desempenho remanescente, que representam a receita contratada que ainda não foi reconhecida, dispararam 438%, alcançando $523 bilhões, superando a estimativa média de $501,8 bilhões, conforme indicado pela StreetAccount. Doug Kehring, diretor financeiro principal da Oracle, afirmou no comunicado que esse crescimento das obrigações foi impulsionado por novos compromissos firmados com Meta, Nvidia e outras empresas.
Diversificação de Negócios
Nos últimos dez anos, a Oracle diversificou suas operações, expandindo-se além de bancos de dados e software empresarial, e adentrando o setor de infraestrutura em nuvem, onde enfrenta concorrência de empresas como Amazon, Microsoft e Google. Essas grandes empresas estão disputando contratos significativos na área de inteligência artificial e têm investido pesadamente em data centers e hardware para atender à demanda esperada.
Compromissos com a Infraestrutura
A OpenAI, que deu início à corrida pela inteligência artificial generativa com o lançamento do ChatGPT, há três anos, comprometeu-se a gastar mais de $300 bilhões nos serviços de infraestrutura da Oracle ao longo de cinco anos.
Momento Crítico para a Oracle
O relatório da Oracle surge em um momento crítico para a empresa, que tenta se posicionar no centro do mercado de inteligência artificial, comprometendo-se com amplas expansões. Embora essa estratégia tenha proporcionado um aumento na receita e na carteira de pedidos da empresa, os investidores estão preocupados com a quantidade de dívidas que a Oracle está acumulando e os riscos que enfrenta caso a dinâmica de crescimento diminua.
Desempenho das Ações
As ações da Oracle caíram 23% em novembro, representando o pior desempenho mensal desde 2001. Na quarta-feira, a ação fechou 32% abaixo do recorde histórico alcançado em setembro, embora ainda tenha registrado uma alta de 34% no acumulado do ano, superando o índice Nasdaq, que teve um crescimento de 22% nesse mesmo período.
Mudanças na Liderança
Durante o trimestre, a Oracle nomeou Clay Magouyrk e Mike Sicilia como os novos CEOs, sucedendo Safra Catz. A empresa também lançou agentes de inteligência artificial para automatizar várias áreas, incluindo finanças, recursos humanos e vendas.
Impacto da Venda da Ampere
A Oracle informou que os lucros, tanto pelo GAAP quanto ajustados, foram influenciados por um ganho antes dos impostos de $2,7 bilhões na venda da fabricante de chips Ampere, que foi acordada para ser adquirida pela SoftBank por $6,5 bilhões em março. A Oracle, que era investidora na Ampere, havia anunciado anteriormente sua intenção de vender sua participação.
Larry Ellison, presidente e cofundador da Oracle, explicou na divulgação que a empresa decidiu vender a Ampere porque "não considera mais estratégico continuar projetando, fabricando e utilizando seus próprios chips em seus data centers de nuvem." Ele também mencionou que agora a Oracle está "comprometida com uma política de neutralidade em chips" e continuará a adquirir os mais recentes chips de processamento gráfico da Nvidia, enfatizando a necessidade de estar "preparada e capaz de implantar quaisquer chips que nossos clientes queiram adquirir."
Conferência de Resultados
Os executivos discutirão os resultados e fornecerão previsões em uma teleconferência que terá início às 17h (horário do leste dos Estados Unidos).
— Reportagem de Ari Levy, da CNBC.
Este é um noticiário de última hora. Favor verificar atualizações.
Fonte: www.cnbc.com